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domingo, 30 de março de 2025

FROTA DE VEÍCULOS NO BRASIL:

Sudeste lidera o ranking nacional e Região Sul ocupa a segunda colocação O crescimento da frota reflete a crescente demanda por mobilidade, mas também exige maior atenção quanto à infraestrutura viária e à segurança no trânsito. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET/RS)

realizou uma análise detalhada sobre a frota de veículos no Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Trânsito (SENATRAN), disponibilizados até dezembro de 2024. O levantamento teve como objetivo mapear as regiões e Estados com o maior número de veículos em circulação no País.


Até o final de 2024, a frota nacional registrava 123.974.520 milhões de veículos, crescimento de 3,98%, comparado com o mesmo período de 2023, quando a frota total era de 119.227.657. Pelo último levantamento, os automóveis continuam liderando com 63.300.406 unidades (51,06%), seguidos pelas motocicletas, que representam 28.295.262 milhões (22,82%), e pelas camionetas, que totalizam 10.046.960 (8,10%). Já os caminhões somam 3.158.606 milhões (2,55%), tendo um papel essencial na logística e no transporte de cargas pelo Brasil.


Distribuição regional da frota: 

O levantamento também apontou as regiões e estados com maior quantidade de veículos registrados.

* O Sudeste lidera o ranking, concentrando 58.777.652 milhões de veículos;

* Dentro da região, São Paulo aparece como o estado com a maior frota do Brasil, totalizando 34.332.819 milhões de veículos;

* Em seguida, estão Minas Gerais, com 13.975.854 milhões, e

* Rio de Janeiro, com 7.973.973 milhões;

* A região Sul é a segunda com maior frota do Brasil, com 23,933,423 milhões de veículos;

* O Paraná lidera com 9.179.769 milhões;

* Seguido do Rio Grande do Sul, com 8.311.600 milhões, e

* Santa Catarina, com 6.442.054 milhões;

* As regiões Nordeste (22,283,247 milhões);

* Centro Oeste (11,885,437 milhões) e

* Norte (7,094,761 milhões), aparecem na sequência. 


Desafios:

Com o crescimento acelerado da frota de veículos no país, a infraestrutura viária enfrenta desafios para acompanhar essa evolução. O presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, alerta que a malha viária do Brasil já não comporta mais o alto número de veículos que trafegam diariamente, sendo um fator determinante para o aumento dos sinistros de trânsito registrados no país.


O crescimento da frota reflete a crescente demanda por mobilidade, mas também exige maior atenção quanto à infraestrutura viária e à segurança no trânsito. A ABRAMET/RS destaca a importância da fiscalização e da educação no trânsito para garantir deslocamentos mais seguros em todas as regiões do país.


Dados do Rio Grande do Sul:

Total da frota de veículos: 8.311.600 milhões Ministério dos Transportes/SENATRAN)

Automóveis: 4.875.019 milhões

Motocicletas: 1.234.652 milhões

Caminhonetes: 695.288 mil

Camionetas: 370.858 mil

Caminhões: 258.819 mil

Reboque: 239.315 mil

Motonetas: 228.144 mil


Portal do Trânsito,

As informações são de Marcele Saffi – Jornalista da ABRAMET/RS – Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do RS

sábado, 22 de fevereiro de 2025

ORIENTAÇÕES:

CUIDE BEM DOS SEUS PNEUS: DICAS ESSENCIAIS PARA SEGURANÇA E ECONOMIA:

Especialista da Dunlop explica como o rodízio, alinhamento e balanceamento podem transformar sua experiência ao dirigir. Manter os pneus do veículo em boas condições é extremamente importante para garantir a segurança, economizar recursos e prolongar a vida útil. Um dos principais cuidados preventivos recomendados, por exemplo, é o rodízio dos pneus, que ajuda a evitar o desgaste irregular ou precoce. Para realizar o rodízio de forma eficaz, é importante seguir as orientações do manual do proprietário do veículo. A maioria das montadoras recomenda que o procedimento seja feito a cada 5.000 a 10.000 km, mesmo que não haja sinais visíveis de desgaste. Hugo Terazaki, Gerente de Serviços Técnicos da Dunlop Pneus, destaca: “O rodízio é um procedimento simples, mas fundamental para uma condução segura e confortável, além de aumentar a vida útil dos pneus.”


CUIDADOS AO REALIZAR O RODÍZIO:

O primeiro passo para um rodízio seguro e eficiente é encontrar uma loja com profissionais qualificados. A experiência desses especialistas é essencial, pois a montagem correta dos pneus é crucial. Alguns pneus precisam ser instalados com um sentido de rotação específico ou possuem um lado determinado para montagem. Montagens incorretas podem afetar a dirigibilidade e a segurança do seu veículo. Por isso, confiar em profissionais assegura que seu carro funcione sempre da melhor maneira possível. Para que o procedimento seja realizado de forma eficaz, é importante seguir o esquema de rodízio indicado pelo manual do veículo. É importante lembrar que o rodízio não corrige problemas de desgaste causados por pressões inadequadas ou componentes mecânicos danificados. Para isso, é necessária uma avaliação técnica.


ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO: indispensáveis após o rodízio.

Após realizar o rodízio dos pneus, é altamente recomendável realizar o alinhamento bem como o balanceamento do veículo para a segurança do veículo. O alinhamento ajusta os ângulos das rodas, promovendo economia de combustível, prevenindo sinistros e garantindo uma direção mais estável. Já o balanceamento elimina vibrações, proporcionando maior conforto e evitando desgastes prematuros.


ALÉM DO RODÍZIO, O BALANCEAMENTO DEVE SER FEITO EM SITUAÇÕES COMO:

* Troca de pneus;

* Impactos fortes, como buracos ou meio-fios;

* Vibrações no volante em velocidades acima de 50 km/h.


Já o alinhamento é recomendado a cada 10.000 km, mesmo que não haja sinais de desalinhamento. Consultar o manual do proprietário é essencial para verificar os intervalos adequados. “Manutenções preventivas, como o rodízio, alinhamento assim como balanceamento, são passos fundamentais para assegurar a performance dos pneus e a segurança do veículo. Seguir as orientações do fabricante e realizar inspeções regulares são atitudes que fazem toda a diferença na vida útil dos pneus e na experiência ao dirigir”


PARA OTIMIZAR, A DUNLOP SISTEMATIZOU OS BENEFÍCIOS DO RODÍZIO, ALINHAMENTO OU BALANCEAMENTO EM UM QUADRO:










domingo, 26 de janeiro de 2025

AS VIAS QUE NOS CONECTAM:

Um paralelo entre o trânsito e o corpo humano, DNIT faz breve paralelo entre as vias que nos mantêm e aquelas que nos levam aonde queremos ir. O corpo humano é uma máquina incrível da natureza e, para que ele funcione corretamente, é necessária uma rede intrincada de vasos sanguíneos que fazem o transporte do oxigênio e distribuem os nutrientes pelo nosso organismo. De maneira semelhante, o trânsito nos leva ao cumprimento de nossa rotina cotidiana, seja para o trabalho, escola de nossos filhos ou mesmo um simples passeio buscando abstração do caos diário, tornando o funcionamento da sociedade organizado e exequível.

Da mesma forma, as artérias, veias e os capilares, que transportam o sangue tão vital que nos mantém vivos, as vias urbanas e interurbanas também fazem o mesmo com as metrópoles, cidades e vilas, conectando-as, entre si e dentro de si, propiciando a manutenção do tecido socioeconômico, enriquecido e retroalimentado pelas vivências de todos.


Em decorrência disso, devemos ter sempre em mente a importância de utilizar a velocidade correta (máxima permitida) para cada via indicada por meio de sinalização pois estas obedecem às características técnicas e as condições de trânsito.


* Vias urbanas: 80 km/h nas vias de trânsito rápido, 60 km/h nas vias arteriais, 40 km/h nas vias coletoras e 30 km/h nas vias locais;

* Rodovias: 110 km/h para automóveis, camionetas, caminhonetes e motocicletas e 90 km/h para caminhões e outros veículos pesados (pista dupla); 100 km/h para automóveis, camionetas, caminhonetes e motocicletas e 90 km/h para caminhões e outros veículos pesados (pista simples);

* Estradas: 60 km/h para todos os veículos.


Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), respeitando os limites de velocidade das vias, é possível prevenir não somente o quantitativo de sinistros de trânsito que ocorrem, mas, inclusive, a sua gravidade e mortalidade quando, eventualmente, acontecerem.


“Similarmente como buscamos uma vida saudável e boa alimentação, evitando, desse modo, bloqueios indesejados e potencialmente perigosos em nossos sistemas circulatórios, devemos também aplicar tal lógica, dada a sua proporção, às vias sociais que nos ligam uns aos outros, tornando tais obstruções rarefeitas e menos fatais.”


Desacelere. Seu bem maior é a vida.


Portal do Trânsito, e

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

CREDENCIAL:

CREDENCIAL DE ESTACIONAMENTO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PODE SER SOLICITADA DE FORMA VIRTUAL:

Serviço já está disponível pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT). A credencial de estacionamento é um documento obrigatório para uso de vagas de estacionamento especiais, destinadas às pessoas com mais de 60 anos, ou pessoas com deficiência. Essas vagas são indicadas por pintura no chão ou placas, tanto nas ruas e em locais públicos, quanto em comércios, shoppings, hospitais e outros estabelecimentos privados.


O serviço está disponível pelo aplicativo da Carteira Digital de Trânsito (CDT). A credencial para idosos já está disponível de forma online desde abril de 2024.


Vale lembrar que estacionar nas vagas destinadas a idosos e pessoas com deficiência sem a devida credencial é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 293,47, além da adição de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Confira o passo a passo pelo aplicativo:

1. Abra o Aplicativo CDT no seu celular;

2. Acesse a opção “Condutor”;

3. Selecione a opção “Credencial de Estacionamento”;

4. Selecione a opção desejada “Credencial de Idoso” ou “Credencial de Pessoa com Deficiência”;

5. Clique em “Emitir Credencial”, aceite os termos e pronto.


Portal do Trânsito

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

NOVOS RADARES EM SP DETECTAM USO DE CELULAR AO VOLANTE:

Motoristas que insistem em usar o celular no trânsito precisam evitar o hábito, pois além de estar colocando em risco a segurança, agora, essa infração está mais fácil de ser detectada. Com auxílio de inteligência artificial, câmeras de alta resolução detectam a violação, em São Paulo. A medida faz parte do uso crescente de tecnologia de ponta para aumentar a segurança no trânsito. A melhor forma de evitar sinistros é respeitando as leis. Infelizmente, muitos condutores só conseguem se conscientizar de cumprir as regras do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e de sinalização quando dói na carteira.


COMO FUNCIONAM OS NOVOS RADARES:

Já há bastante tempo os radares permitem que o excesso de velocidade seja detectado e a multa emitida sem a necessidade de um agente humano na via. Mas a tecnologia anda cada vez mais rápido - e de forma mais eficiente. Agora, o radar pega uso de celular além de registrar a velocidade, mesmo que seja de longe e sem qualquer tipo de aviso. Mas não é difícil evitar a multa: é só deixar o celular quieto enquanto dirige.


Esse tipo de detecção é possível graças à combinação de dois tipos de tecnologia. Uma delas é a Doppler, que já é utilizada para registrar a velocidade dos veículos. Ela funciona calculando a variação da frequência das ondas refletidas por objetos em movimento. Dessa forma, o monitoramento é feito com alta precisão, mesmo nos horários de maior fluxo de veículos”. A segunda tecnologia embarcada nos radares é a queridinha do momento: a inteligência artificial, ou IA.


“Incorporada a câmeras de alta definição, a IA do radar pega celular na mão, registra imediatamente a infração e a envia para o sistema de trânsito, que emite a multa. Tudo em tempo real e sem qualquer tipo de intervenção humana”.


SISTEMA REGISTRA INFRAÇÕES SIMULTÂNEAS:

De dia, de noite, com tempo limpo ou clima adverso, não importa. “Para ter uma ideia do grau de exatidão, captura-se as imagens do interior do carro com nitidez incrível a até 50 metros de distância”. E é claro que o uso de uma ferramenta dessas a serviço da segurança no trânsito não se limita ao uso de celular ou excesso de velocidade. Enfatiza-se que o novo sistema capta e identifica vários outros tipos de infração, como avanço de sinal vermelho, falta do uso do cinto de segurança, conversões em locais proibidos, parar em cima da faixa de pedestres e a circulação em faixas proibidas, como o uso das seletivas para ônibus e ciclovias.


A nova tecnologia é tão eficiente que consegue registrar não uma, mas várias infrações que estejam sendo cometidas ao mesmo tempo. “Por exemplo, se o motorista estiver falando ao celular acima da velocidade permitida e sem cinto de segurança, terá as três infrações registradas simultaneamente através dos novos radares”.


OBJETIVOS DA IMPLEMENTAÇÃO:

O novo sistema de radar de trânsito inteligente foi produzido pela empresa Velsis. E, pelo menos por enquanto, estão instalados apenas nas principais vias do estado de São Paulo.


Confira as 6 rodovias que já contam com a tecnologia:

Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225);

César Augusto Sgavioli (SP-261);

Assis Chateaubriand (SP-425);

Washington Luís (SP-310);

Luiz de Queiroz (SP-304);

Irineu Penteado (SP-191).


políticas públicas e dos projetos de segurança viária relacionados à fiscalização do trânsito. O objetivo da implementação dos novos radares, portanto, é coibir o uso de celular ao volante, a princípio nas principais rodovias de São Paulo, mas é possível expandir o sistema para outras localidades conforme as políticas públicas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de celular aumenta em 400% o risco de sinistros. No Brasil ele é a terceira maior causa de mortes no trânsito, ficando atrás apenas do uso de álcool e do excesso de velocidade.


Segundo pesquisa da inglesa RAC Foundation, o “simples” ato de enviar uma mensagem enquanto dirige retarda em 35% a reação do motorista diante de uma situação adversa. Por outro lado, ao mexer no celular enquanto dirige não só o foco é desviado da estrada, como há perda de visão panorâmica, uma vez que ele deixa de olhar os retrovisores para se fixar na tela do aparelho.


CONHEÇA AS MULTAS E PENALIDADES:

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina que a penalidade para os condutores que utilizam o telefone celular, mesmo que por bluetooth – sem manusear o aparelho – é de natureza média, com o registro de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e o pagamento de multa no valor de R$ 130,16. Para quem segura e/ou manuseia, a infração é de natureza gravíssima, ou seja, com sete pontos na CNH e multa de R$ 293,47.


Mesmo assim, as penalidades parecem não assustar muitos motoristas. De acordo com o RENAINF, há o registro de cerca de 240 multas por hora no Brasil devido ao uso indevido do celular. Mas nem todo uso do celular gera infração. “É o caso, por exemplo, de quando o aparelho está devidamente fixado no painel do carro. Mas é preciso estar em um lugar que não gere distração na condução”. Essa é uma situação comum quando o motorista usa aplicativos de geolocalização, como mapas ou GPS para seguir viagem.


“A orientação, no entanto, é de estacionar o carro em local permitido se houver necessidade de alterar a direção no aplicativo, por exemplo”. Com os novos radares inteligentes, mais do que nunca é importante ficar atento às leis de trânsito. “Afinal essa é a melhor forma de manter a segurança nas vias e evitar gastos desnecessários”.


Portal do Trânsito

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

MOBILIDADE URBANA:

IDOSOS E PCDS JÁ PODEM EMITIR CREDENCIAL DE ESTACIONAMENTO VIA APLICATIVO NO CELULAR:

Documento, que antes precisava ser impresso para exibição no painel do veículo, passa a ser digital. Mais de 16 milhões de pessoas acima de 60 anos que possuem, ou possuíram, carteira de habilitação, passam agora a contar com a versão digital da credencial de estacionamento exclusivo. A facilidade está disponível desde a última sexta-feira (25), no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT). Além dos idosos, a medida beneficiará cerca de 3,4 milhões de PCDs, cadastrados na base do Registro de Referência da Pessoa com Deficiência. A adesão da população ao beneficio deve aumentar consideravelmente a partir desta sexta-feira (25), com o lançamento da emissão digital do documento. A credencial, que antes era emitida via estados e municípios e precisava ser impressa para exibição no painel do veículo, agora passa a ser digital e terá validade em todo o território brasileiro.


COMO SOLICITAR A CREDENCIAL:

O processo é totalmente online, sem a necessidade de deslocamentos e o beneficiário poderá optar pela versão impressa (por meio do Portal da SENATRAN) ou digital (via app da CDT). “A gente está trabalhando todos os dias para inserir mais e mais serviços para facilitar a vida do cidadão. Assim como, ampliar as facilidades e diminuir a burocracia”, explica o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão. Essa é mais uma iniciaEva da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Ação alinhada às diretrizes da Estratégia Federal de Governo Digital 2024-2027, que busca promover a digitalização dos serviços públicos, com foco no cidadão.


O documento, que antes tinha validade de 5 anos, agora será vitalício para os idosos. No caso de pessoas com deficiência, mantém-se a autorização enquanto constarem na base do Registro de Referência da Pessoa com Deficiência. Para o uso da versão digital, só é possível vincular a credencial a um único veículo, que será possível alterar a qualquer momento. “Você vai usar o aplicativo para cadastrar o veículo que você está usando na hora. Isso é muito importante, porque vai garantir ao cidadão mais efetividade desse direito. Você vai poder usar em um veículo, depois em outro, e isso tudo usando o aplicativo da Carteira Digital de Trânsito”, conclui Adrualdo Catão.


“Essa é uma novidade que tem o poder de beneficiar direta e imediatamente dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras”, afirma Diego Migliavacca, gerente de Soluções Digitais para Trânsito do Serpro. Isidro dos Santos Monteiro, gerente de Soluções Digitais para Trânsito do Serpro, explica que os agentes de trânsito e policiais têm um aplicativo de fiscalização que permite verificar, por meio da placa ou do seu QR CODE, se existe uma credencial vinculada ao veículo estacionado. Em caso de descumprimento das regras, o responsável estará sujeito a multas e sanções. A infração, classificada como gravíssima, resulta na adição de 7 pontos à CNH e na aplicação de uma multa de R$ 293,47. Além disso, há remoção do veículo.



As informações são da Assessoria Especial de Comunicação do Ministério dos Transportes

domingo, 20 de outubro de 2024

INFORMAÇÃO:

MORTOS E FERIDOS NAS RODOVIAS FEDERAIS JÁ CUSTARAM CERCA DE R$ 8 BILHÕES AO PAÍS SOMENTE NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2024:

A ABRAMET/RS analisou o impacto dos custos tanto dos roubos de cargas quanto dos sinistros de trânsito nas rodovias federais e os números são alarmantes. O Brasil enfrenta desafios significativos quando se trata da segurança nas rodovias. Os números relativos ao roubo de cargas e aos sinistros de trânsito revelam o impacto econômico e social que ambos os problemas trazem para o país. De um lado, temos os altos custos gerados pelos roubos de carga, que afetam diretamente a economia. De outro, os sinistros de trânsito, especialmente aqueles com vítimas fatais, impõem um peso ainda mais severo à sociedade.


Levantamento?

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do RS (ABRAMET/RS) analisou o impacto dos custos tanto dos roubos de cargas quanto dos sinistros de trânsito nas rodovias federais e os números são alarmantes. O primeiro afeta diretamente o setor de transporte e a economia nacional, considerando que o transporte de mercadorias é um dos pilares do desenvolvimento do país. Conforme dados do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), entre janeiro e julho deste ano, o Brasil registrou 5.527 ocorrências de roubo de cargas, uma redução de 11% em comparação com o mesmo período de 2023. Embora essa queda seja um indicador positivo, a situação é preocupante, já que em todo 2023, de acordo com o relatório na NSTECH, os números de roubos de cargas ultrapassaram 17 mil ocorrências, resultando em um prejuízo financeiro superior a R$ 1,2 bilhão.


No entanto, os custos com os mortos e feridos pelos sinistros de trânsito nas rodovias federais são significativamente maiores. Até junho deste ano, o custo total com sinistros em rodovias federais já atingiu a marca de quase R$ 8 bilhões, de acordo com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Deste montante, os sinistros com vítimas fatais custaram R$ 2,8 bilhões, enquanto os acidentes com vítimas não fatais somaram R$ 4,4 bilhões. Já os sinistros sem vítimas fatais geraram um custo de R$ 231 milhões.


Preocupação?

Para o presidente da ABRAMET /RS e especialista em Medicina do Tráfego, Ricardo Hegele, essa comparação revela uma realidade preocupante. “O custo com sinistros de trânsito supera amplamente o prejuízo causado pelos roubos de carga. E o mais impactante é que as vidas perdidas em acidentes rodoviários são irrecuperáveis, uma realidade que demanda atenção urgente. Embora o roubo de cargas afete a economia, a perda de vidas humanas em sinistros representa um prejuízo incomparável, pois as cargas o seguro cobre, já as vidas perdidas não”.


Esse cenário nos leva a uma reflexão crucial e a mobilização de recursos e esforços para combater os roubos de carga é essencial, mas é preciso um olhar ainda mais atento para a questão dos mortos e feridos por sinistros de trânsito em rodovias federais. “O respeito às leis de trânsito, o comportamento responsável dos motoristas e a fiscalização mais eficiente podem reduzir significativamente os custos com sinistros e, mais importante, salvar vidas”, diz Hegele.


A ABRAMET/RS ressalta que é imprescindível que ocorra a implementação de políticas públicas mais eficazes para combater essa verdadeira epidemia de sinistralidade. A conscientização da população e a criação de mecanismos mais rígidos de controle nas estradas são caminhos necessários para reverter essa triste realidade. As vidas perdidas nas estradas, diferentemente das mercadorias, não podem ser recuperadas, e esse é o custo mais alto que o Brasil continua pagando.


Texto: ABRAMET/RS