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quarta-feira, 10 de junho de 2026

VOCÊ TIROU A CARTEIRA PROVISÓRIA:

VOCÊ TIROU A CARTEIRA, MAS AINDA ESTÁ EM TESTE: ENTENDA COMOFUNCIONA A CNH PROVISÓRIA:

Primeiro ano após a habilitação exige atenção redobrada. Infrações específicas podem impedir a emissão da carteira definitiva.


Passar no exame prático e receber a habilitação é motivo de comemoração para milhares de brasileiros todos os meses. O que muita gente não percebe, porém, é que a jornada ainda não terminou. Ao conquistar a primeira habilitação, o motorista entra em uma fase decisiva: a da CNH provisória, oficialmente chamada de Permissão Para Dirigir (PPD).


Esse documento tem validade temporária e funciona como um período de avaliação do novo condutor no trânsito real. Durante 12 meses, a pessoa pode dirigir normalmente, mas precisa demonstrar comportamento seguro e respeito às regras para receber a carteira definitiva. Em outras palavras: passar no exame garante o

direito de dirigir, mas manter bons hábitos no primeiro ano é o que consolida a habilitação.


O que é a CNH provisória?

A chamada CNH provisória, ou oficialmente Permissão para Dirigir (PPD), é o documento entregue ao cidadão aprovado no processo de primeira habilitação. Ela é emitida para categorias iniciais, como A e B, e tem a mesma utilidade prática de uma carteira comum: permite conduzir veículos compatíveis com a categoria obtida. Ou seja, o condutor pode circular na cidade, pegar estrada, viajar e apresentar o documento em fiscalizações. A diferença está nas exigências legais durante esse período. 


Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, muita gente acredita que a fase provisória é apenas burocrática, quando na verdade ela tem papel importante na formação do motorista. “É no trânsito do dia a dia que o condutor mostra como reage à pressão, ao congestionamento, à pressa e aos imprevistos. A PPD serve justamente para verificar se a formação recebida virou comportamento seguro”, analisa.


Quanto tempo vale a CNH provisória?

A Permissão Para Dirigir vale por 12 meses a partir da data de emissão, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ao fim desse prazo, se o condutor tiver cumprido as exigências legais, poderá solicitar a emissão da CNH definitiva junto ao DETRAN.


Em alguns estados, esse processo pode depender de requerimento e pagamento de taxa. Por isso, o ideal é acompanhar as orientações do órgão de trânsito local. O que pode fazer o motorista perder a CNH provisória? Esse é o ponto mais importante para quem acabou de se habilitar. Durante o período da PPD, o condutor não pode cometer: infração grave; infração gravíssima; reincidência em infração média.


Se isso ocorrer, a CNH definitiva pode não ser concedida, e o motorista poderá precisar reiniciar etapas do processo de habilitação, conforme regras administrativas aplicáveis.


Infrações comuns que colocam a PPD em risco:

Muitos recém-habilitados perdem a chance de obter a carteira definitiva por atitudes que parecem simples no cotidiano.


Uso do celular ao volante:

Mexer no aparelho enquanto dirige compromete atenção e tempo de reação, além de gerar penalidade prevista na legislação.


Excesso de velocidade:

Especialmente nos primeiros meses, alguns motoristas ganham confiança  rapidamente e relaxam no respeito aos limites.


Desrespeito à sinalização:

Avançar sinal vermelho, ignorar parada obrigatória ou não dar preferência pode resultar em infrações graves e sinistros.


Estacionamento irregular repetido:

Dependendo do enquadramento, reincidências podem trazer problemas no período provisório.


Condutas impulsivas:

Mudanças bruscas de faixa, fechadas e pressa excessiva também aumentam risco de autuações e colisões.


Pode viajar e dirigir em rodovias?

Sim. Quem possui CNH provisória pode trafegar normalmente em rodovias e outros estados. Não existe proibição específica para isso. O cuidado recomendado é outro: experiência. Rodovias exigem leitura de velocidade, distância segura, ultrapassagens corretas e atenção constante ao ambiente. Para quem está começando, trajetos menores e horários tranquilos costumam ser escolhas mais seguras.


A fase mais importante da vida do motorista:

Para Celso Mariano, o primeiro ano ao volante costuma definir hábitos que acompanharão o condutor por muito tempo. “Quem aprende a dirigir com responsabilidade desde o início tende a repetir esse padrão. Já maus hábitos adotados cedo também podem se consolidar e gerar risco permanente”, alerta.


Como garantir a CNH definitiva:

Algumas atitudes simples ajudam bastante.

Respeite sempre a sinalização;

Não use celular enquanto dirige;

Saia com antecedência para evitar pressa;

Mantenha distância segura dos demais veículos.

Revise o veículo regularmente;

Consulte notificações no DETRAN;

Dirija de forma defensiva e previsível.


Mais do que documento, responsabilidade:

A CNH provisória não deve ser vista como obstáculo, e sim como etapa educativa. O trânsito brasileiro ainda convive com sinistros graves causados por imprudência, distração e excesso de confiança. Por isso, acompanhar o comportamento do novo motorista no primeiro ano faz sentido do ponto de vista da segurança viária. Receber a carteira definitiva é importante. Mas mais importante ainda é chegar a essa fase como um condutor consciente, preparado e comprometido com a vida.



Publicado primeiro em Portal do Trânsito,

Comentários de: Celso Mariano


domingo, 7 de junho de 2026

INFORMAÇÃO:

MOTOFRETE e MOTOTAXISTA:

As novas regras para motofrete e mototaxista flexibilizaram e simplificaram a profissão. A Medida Provisória (MP) nº 1.360, de 2026 derrubou a exigência de placa "aluguel" (placa vermelha) e inspeções semestrais na moto, além de permitir o uso de ciclomotores (cinquentinhas) e a ACC para entregas.


Acompanhe os detalhes práticos para entender o que mudou e o que continua

obrigatório:


O que NÃO é mais obrigatório.

Graças à MP, o dia a dia do trabalhador ficou menos burocrático:

Idade e tempo de CNH: Acabou a regra de ter, no mínimo, 21 anos ou 2 anos de habilitação.

Placa: A moto não precisa mais estar registrada na categoria aluguel.

Vistoria: A inspeção semestral obrigatória para os equipamentos da moto foi cancelada.


O que CONTINUA obrigatório.

Para garantir a segurança, a lei exige que os profissionais mantenham estes itens:

Habilitação: Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A ou Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).

Colete: Uso obrigatório de colete de segurança com dispositivos refletivos.

Acessórios na moto: Antena corta-pipas e o protetor de pernas e motor (conhecido como "mata-cachorro").


Regras gerais e de fiscalização.

Para entender o impacto na prática, pense no colete e na antena corta-pipas como o cinto de segurança de um carro: eles são essenciais e protegem a vida, não importa qual veículo você escolha para trabalhar.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

GUIA PRÁTICO PARA DIRIGIR:

 GUIA PRÁTICO PARA DIRIGIR COM SEGURANÇA SOB CONDIÇÕES ADVERSAS:

Informações divulgadas pela Dunlop reforçam que pneus, visibilidade e direção defensiva fazem diferença em situações de pista molhada, neblina e baixa aderência.

Dirigir sob chuva intensa, neblina ou em pistas escorregadias exige muito mais do que cautela. Nessas situações, fatores como baixa visibilidade, perda de aderência e aumento da distância de frenagem podem transformar pequenos erros em situações graves no trânsito. Informações divulgadas pela Dunlop Pneus alertam que a condução segura em condições adversas começa antes mesmo de o motorista ligar o veículo. Conforme a empresa, condições adversas não envolvem apenas chuva ou neblina. Buracos na pista, sinalização precária e trechos perigosos também interferem diretamente na capacidade de controle do veículo e na percepção do condutor. Nesse cenário, a direção defensiva e a manutenção preventiva ganham ainda mais

importância.


MANUTENÇÃO DO VEÍCULO INFLUENCIA DIRETAMENTE NA SEGURANÇA:

De acordo com a Dunlop, o primeiro passo para reduzir riscos em situações críticas é garantir que o veículo esteja em boas condições de uso. Pneus, freios, faróis e limpadores de para-brisa estão entre os itens que mais impactam a segurança em dias de chuva ou baixa visibilidade.


“Pneus em bom estado, com sulcos adequados e calibragem correta, são fundamentais para garantir a aderência, especialmente em pistas molhadas. Limpadores e faróis desempenham papel decisivo na visibilidade — tanto para enxergar quanto para ser visto. A segurança é uma escolha que começa antes mesmo de ligar o motor.”


A empresa também orienta os motoristas a planejarem previamente o trajeto, utilizando aplicativos e verificando pontos críticos da rota. A medida pode ajudar a evitar áreas de maior risco e permitir decisões mais seguras durante o deslocamento.


VELOCIDADE MENOR PODE EVITAR SINISTROS:

Outro ponto destacado pela Dunlop é a necessidade de reduzir a velocidade em condições adversas. Com menos aderência entre o pneu e o asfalto, o veículo leva mais tempo para responder aos comandos e precisa de uma distância maior para parar completamente. Além disso, manter distância segura do veículo da frente se torna ainda mais importante em chuva intensa ou neblina. A recomendação é ampliar esse espaço para reduzir o risco de colisões causadas por freadas bruscas ou perda de controle. Esses cuidados fazem parte dos princípios da direção defensiva, estratégia que busca antecipar riscos e adaptar a condução às condições da via e do ambiente.


USO CORRETO DOS FARÓIS FAZ DIFERENÇA:

A visibilidade reduzida é um dos principais desafios enfrentados pelos motoristas em situações adversas.


Conforme a Dunlop, utilizar corretamente os faróis ajuda tanto na percepção da pista quanto na sinalização do veículo para os demais usuários da via.


ENTRE AS ORIENTAÇÕES ESTÃO:

* utilizar o farol baixo durante chuva ou neblina, inclusive durante o dia;

* evitar o uso do farol alto em neblina, já que a luz refletida pode piorar a visibilidade;

* manter os vidros limpos e desembaçados;

* utilizar luzes específicas de neblina, quando o veículo possuir esse recurso.

A atenção deve ser redobrada também durante a noite, quando o ofuscamento  provocado por outros veículos pode comprometer a visão do motorista.


AQUAPLANAGEM EXIGE CALMA DO MOTORISTA:

Em pistas molhadas, um dos riscos mais perigosos é a aquaplanagem — situação em que os pneus perdem contato com o asfalto por causa do acúmulo de água. Nesses casos, reações impulsivas podem agravar ainda mais a perda de controle. Fábio Torres Klabacher explica que frear imediatamente é justamente o erro que deve ser evitado.


“O impulso natural é frear — mas é exatamente o que não se deve fazer. O caminho é manter a calma, retirar o pé do acelerador, firmar o volante e aguardar que os pneus retomem o contato com a pista. Em condições adversas, o motorista precisa estar 100% focado na condução.”


EM ALGUNS CASOS, A MELHOR DECISÃO É PARAR:

As orientações divulgadas pela Dunlop também reforçam que determinadas situações exigem decisões mais conservadoras por parte do motorista. Em alagamentos, por exemplo, a recomendação é evitar atravessar trechos onde o nível da água ultrapasse metade da roda do veículo. Já em situações de neblina intensa, quando a visibilidade fica praticamente comprometida, interromper a viagem pode ser a alternativa mais segura. O ideal é procurar um local adequado fora da pista e aguardar melhores condições para seguir viagem. De acordo com a empresa, todos esses cuidados fazem parte de uma postura preventiva no trânsito. A ideia é reduzir a exposição a riscos e aumentar a capacidade de reação diante de imprevistos.



Divulgadas pela Dunlop e

Publicado primeiro em Portal do Trânsito,