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sábado, 4 de julho de 2026

INFORMAÇÃO:

TRÂNSITO MATA MAIS DO QUE MUITA GUERRA E O BRASIL AINDA CHAMA ISSO DE ACIDENTE:

Paulo Buriti analisa por que o Brasil ainda convive com altos índices de mortes no trânsito e aponta fiscalização, gestão e tecnologia como caminhos para reduzir essa realidade.


Mais de 6 mil mortes em rodovias federais em 2025. Mais de 72 mil sinistros em um único ano. O Brasil segue figurando entre os países com maior índice de mortalidade no trânsito do mundo. Quando olhamos para realidades como as do Japão, da Suécia e da Noruega, que reduziram suas mortes nas estradas em cerca de 50%, uma pergunta fica no ar: o que eles enxergam que nós ainda nos recusamos a ver? A resposta, por mais incômoda que seja, passa por uma escolha simples: esses países decidiram que morrer no trânsito não é normal. Nós ainda achamos que é.


Existe uma ideia enraizada na nossa sociedade de que tragédias no trânsito são meras fatalidades, algo que sempre aconteceu, sempre vai acontecer e que só nos resta lamentar. Essa mentalidade é um dos maiores obstáculos para a prevenção. Quando normalizamos o absurdo, deixamos de cobrar soluções.


Criar o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito é um gesto simbólico importante, mas símbolos sem atitude perdem o sentido rapidamente. O Brasil não precisa de mais uma data no calendário; precisa de uma mudança real de postura.


O problema não está na lei:

Dirigir alcoolizado, usar o celular ao volante ou realizar ultrapassagens proibidas já são condutas previstas e punidas pela legislação brasileira. O verdadeiro problema é que boa parte dos infratores acredita que dificilmente será fiscalizada. Nossa legislação não é fraca. O que falta é fiscalização consistente, capaz de transformar comportamento em vez de apenas punir quem foi flagrado ocasionalmente.


Os países que conseguiram reduzir drasticamente as mortes no trânsito não criaram leis revolucionárias. Eles tornaram a fiscalização inevitável, utilizando tecnologia para ampliar a capacidade de prevenção e tornar a gestão do trânsito mais inteligente. Hoje, sistemas equipados com inteligência artificial conseguem identificar em tempo real comportamentos de risco como uso do celular ao volante, mudanças bruscas de faixa, distrações, excesso de velocidade e outras condutas perigosas. A lógica é simples: agir antes da tragédia, e não apenas contabilizar suas consequências.


Essa evolução também chegou à gestão de frotas. Soluções modernas de videotelemetria permitem acompanhar não apenas o veículo, mas o comportamento do condutor e as condições da operação. O resultado é mais controle, mais segurança e uma redução significativa de acidentes, perdas operacionais e interrupções logísticas.


A fadiga que ninguém quer ver:

Entre as principais causas de acidentes graves nas rodovias brasileiras está uma das mais negligenciadas: a fadiga. Motoristas submetidos a jornadas excessivas frequentemente enfrentam longos períodos ao volante sob pressão por produtividade e prazos cada vez mais apertados. Embora a legislação determine períodos obrigatórios de descanso, a realidade das estradas mostra que o esgotamento ainda faz parte da rotina de muitos profissionais do transporte.


Quando um veículo de carga ou um ônibus se envolve em um acidente provocado por sonolência, dificilmente estamos diante de uma fatalidade. Na maioria das vezes, existe uma falha de gestão por trás da ocorrência. O descanso não pode ser tratado como obstáculo à operação, mas como um dos pilares da segurança viária.


A boa notícia é que a tecnologia já oferece respostas concretas para esse problema. Sistemas de visão computacional e videotelemetria conseguem identificar sinais de fadiga, distração e perda de atenção por meio da análise do comportamento do motorista, emitindo alertas em tempo real antes que o risco se transforme em acidente. Fechamento prolongado dos olhos, movimentos repetitivos da cabeça, bocejos frequentes e mudanças no padrão de condução são alguns dos sinais que já podem ser detectados por essas ferramentas.


O desafio atual deixou de ser tecnológico. As soluções existem, apresentam resultados comprovados e já são utilizadas por empresas comprometidas com a segurança viária. O que falta é ampliar sua adoção e aproximar o conhecimento técnico do setor privado das políticas públicas de trânsito. Empresas que já conseguem reduzir acidentes por meio da prevenção raramente são chamadas para contribuir na construção de estratégias públicas de segurança.


Não faz sentido manter soluções capazes de prevenir acidentes restritas a uma parcela do mercado enquanto milhares de vidas continuam sendo perdidas todos os anos nas estradas brasileiras. Cada morte no trânsito tem uma causa identificável: uma decisão adiada, uma fiscalização insuficiente ou uma medida preventiva que deixou de ser adotada. Não estamos falando de azar. Estamos falando de escolhas. O Brasil já possui dados, tecnologia e legislação para enfrentar esse problema. Falta tratá-lo como o que realmente é: uma emergência de saúde pública. Planos, datas e campanhas de conscientização só salvam vidas quando se transformam em ações concretas.


Enquanto a mudança permanecer apenas no discurso, continuaremos assistindo ao crescimento de números que poderiam estar diminuindo. E mais famílias continuarão aprendendo sobre segurança viária da forma mais dolorosa possível.


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Por: Paulo Buriti é gerente corporativo da Corpvs, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

VOCÊ TIROU A CARTEIRA PROVISÓRIA:

VOCÊ TIROU A CARTEIRA, MAS AINDA ESTÁ EM TESTE: ENTENDA COMOFUNCIONA A CNH PROVISÓRIA:

Primeiro ano após a habilitação exige atenção redobrada. Infrações específicas podem impedir a emissão da carteira definitiva.


Passar no exame prático e receber a habilitação é motivo de comemoração para milhares de brasileiros todos os meses. O que muita gente não percebe, porém, é que a jornada ainda não terminou. Ao conquistar a primeira habilitação, o motorista entra em uma fase decisiva: a da CNH provisória, oficialmente chamada de Permissão Para Dirigir (PPD).


Esse documento tem validade temporária e funciona como um período de avaliação do novo condutor no trânsito real. Durante 12 meses, a pessoa pode dirigir normalmente, mas precisa demonstrar comportamento seguro e respeito às regras para receber a carteira definitiva. Em outras palavras: passar no exame garante o

direito de dirigir, mas manter bons hábitos no primeiro ano é o que consolida a habilitação.


O que é a CNH provisória?

A chamada CNH provisória, ou oficialmente Permissão para Dirigir (PPD), é o documento entregue ao cidadão aprovado no processo de primeira habilitação. Ela é emitida para categorias iniciais, como A e B, e tem a mesma utilidade prática de uma carteira comum: permite conduzir veículos compatíveis com a categoria obtida. Ou seja, o condutor pode circular na cidade, pegar estrada, viajar e apresentar o documento em fiscalizações. A diferença está nas exigências legais durante esse período. 


Conforme Celso Mariano, especialista e diretor do Portal do Trânsito, muita gente acredita que a fase provisória é apenas burocrática, quando na verdade ela tem papel importante na formação do motorista. “É no trânsito do dia a dia que o condutor mostra como reage à pressão, ao congestionamento, à pressa e aos imprevistos. A PPD serve justamente para verificar se a formação recebida virou comportamento seguro”, analisa.


Quanto tempo vale a CNH provisória?

A Permissão Para Dirigir vale por 12 meses a partir da data de emissão, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ao fim desse prazo, se o condutor tiver cumprido as exigências legais, poderá solicitar a emissão da CNH definitiva junto ao DETRAN.


Em alguns estados, esse processo pode depender de requerimento e pagamento de taxa. Por isso, o ideal é acompanhar as orientações do órgão de trânsito local. O que pode fazer o motorista perder a CNH provisória? Esse é o ponto mais importante para quem acabou de se habilitar. Durante o período da PPD, o condutor não pode cometer: infração grave; infração gravíssima; reincidência em infração média.


Se isso ocorrer, a CNH definitiva pode não ser concedida, e o motorista poderá precisar reiniciar etapas do processo de habilitação, conforme regras administrativas aplicáveis.


Infrações comuns que colocam a PPD em risco:

Muitos recém-habilitados perdem a chance de obter a carteira definitiva por atitudes que parecem simples no cotidiano.


Uso do celular ao volante:

Mexer no aparelho enquanto dirige compromete atenção e tempo de reação, além de gerar penalidade prevista na legislação.


Excesso de velocidade:

Especialmente nos primeiros meses, alguns motoristas ganham confiança  rapidamente e relaxam no respeito aos limites.


Desrespeito à sinalização:

Avançar sinal vermelho, ignorar parada obrigatória ou não dar preferência pode resultar em infrações graves e sinistros.


Estacionamento irregular repetido:

Dependendo do enquadramento, reincidências podem trazer problemas no período provisório.


Condutas impulsivas:

Mudanças bruscas de faixa, fechadas e pressa excessiva também aumentam risco de autuações e colisões.


Pode viajar e dirigir em rodovias?

Sim. Quem possui CNH provisória pode trafegar normalmente em rodovias e outros estados. Não existe proibição específica para isso. O cuidado recomendado é outro: experiência. Rodovias exigem leitura de velocidade, distância segura, ultrapassagens corretas e atenção constante ao ambiente. Para quem está começando, trajetos menores e horários tranquilos costumam ser escolhas mais seguras.


A fase mais importante da vida do motorista:

Para Celso Mariano, o primeiro ano ao volante costuma definir hábitos que acompanharão o condutor por muito tempo. “Quem aprende a dirigir com responsabilidade desde o início tende a repetir esse padrão. Já maus hábitos adotados cedo também podem se consolidar e gerar risco permanente”, alerta.


Como garantir a CNH definitiva:

Algumas atitudes simples ajudam bastante.

Respeite sempre a sinalização;

Não use celular enquanto dirige;

Saia com antecedência para evitar pressa;

Mantenha distância segura dos demais veículos.

Revise o veículo regularmente;

Consulte notificações no DETRAN;

Dirija de forma defensiva e previsível.


Mais do que documento, responsabilidade:

A CNH provisória não deve ser vista como obstáculo, e sim como etapa educativa. O trânsito brasileiro ainda convive com sinistros graves causados por imprudência, distração e excesso de confiança. Por isso, acompanhar o comportamento do novo motorista no primeiro ano faz sentido do ponto de vista da segurança viária. Receber a carteira definitiva é importante. Mas mais importante ainda é chegar a essa fase como um condutor consciente, preparado e comprometido com a vida.



Publicado primeiro em Portal do Trânsito,

Comentários de: Celso Mariano


domingo, 7 de junho de 2026

INFORMAÇÃO:

MOTOFRETE e MOTOTAXISTA:

As novas regras para motofrete e mototaxista flexibilizaram e simplificaram a profissão. A Medida Provisória (MP) nº 1.360, de 2026 derrubou a exigência de placa "aluguel" (placa vermelha) e inspeções semestrais na moto, além de permitir o uso de ciclomotores (cinquentinhas) e a ACC para entregas.


Acompanhe os detalhes práticos para entender o que mudou e o que continua

obrigatório:


O que NÃO é mais obrigatório.

Graças à MP, o dia a dia do trabalhador ficou menos burocrático:

Idade e tempo de CNH: Acabou a regra de ter, no mínimo, 21 anos ou 2 anos de habilitação.

Placa: A moto não precisa mais estar registrada na categoria aluguel.

Vistoria: A inspeção semestral obrigatória para os equipamentos da moto foi cancelada.


O que CONTINUA obrigatório.

Para garantir a segurança, a lei exige que os profissionais mantenham estes itens:

Habilitação: Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A ou Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC).

Colete: Uso obrigatório de colete de segurança com dispositivos refletivos.

Acessórios na moto: Antena corta-pipas e o protetor de pernas e motor (conhecido como "mata-cachorro").


Regras gerais e de fiscalização.

Para entender o impacto na prática, pense no colete e na antena corta-pipas como o cinto de segurança de um carro: eles são essenciais e protegem a vida, não importa qual veículo você escolha para trabalhar.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

GUIA PRÁTICO PARA DIRIGIR:

 GUIA PRÁTICO PARA DIRIGIR COM SEGURANÇA SOB CONDIÇÕES ADVERSAS:

Informações divulgadas pela Dunlop reforçam que pneus, visibilidade e direção defensiva fazem diferença em situações de pista molhada, neblina e baixa aderência.

Dirigir sob chuva intensa, neblina ou em pistas escorregadias exige muito mais do que cautela. Nessas situações, fatores como baixa visibilidade, perda de aderência e aumento da distância de frenagem podem transformar pequenos erros em situações graves no trânsito. Informações divulgadas pela Dunlop Pneus alertam que a condução segura em condições adversas começa antes mesmo de o motorista ligar o veículo. Conforme a empresa, condições adversas não envolvem apenas chuva ou neblina. Buracos na pista, sinalização precária e trechos perigosos também interferem diretamente na capacidade de controle do veículo e na percepção do condutor. Nesse cenário, a direção defensiva e a manutenção preventiva ganham ainda mais

importância.


MANUTENÇÃO DO VEÍCULO INFLUENCIA DIRETAMENTE NA SEGURANÇA:

De acordo com a Dunlop, o primeiro passo para reduzir riscos em situações críticas é garantir que o veículo esteja em boas condições de uso. Pneus, freios, faróis e limpadores de para-brisa estão entre os itens que mais impactam a segurança em dias de chuva ou baixa visibilidade.


“Pneus em bom estado, com sulcos adequados e calibragem correta, são fundamentais para garantir a aderência, especialmente em pistas molhadas. Limpadores e faróis desempenham papel decisivo na visibilidade — tanto para enxergar quanto para ser visto. A segurança é uma escolha que começa antes mesmo de ligar o motor.”


A empresa também orienta os motoristas a planejarem previamente o trajeto, utilizando aplicativos e verificando pontos críticos da rota. A medida pode ajudar a evitar áreas de maior risco e permitir decisões mais seguras durante o deslocamento.


VELOCIDADE MENOR PODE EVITAR SINISTROS:

Outro ponto destacado pela Dunlop é a necessidade de reduzir a velocidade em condições adversas. Com menos aderência entre o pneu e o asfalto, o veículo leva mais tempo para responder aos comandos e precisa de uma distância maior para parar completamente. Além disso, manter distância segura do veículo da frente se torna ainda mais importante em chuva intensa ou neblina. A recomendação é ampliar esse espaço para reduzir o risco de colisões causadas por freadas bruscas ou perda de controle. Esses cuidados fazem parte dos princípios da direção defensiva, estratégia que busca antecipar riscos e adaptar a condução às condições da via e do ambiente.


USO CORRETO DOS FARÓIS FAZ DIFERENÇA:

A visibilidade reduzida é um dos principais desafios enfrentados pelos motoristas em situações adversas.


Conforme a Dunlop, utilizar corretamente os faróis ajuda tanto na percepção da pista quanto na sinalização do veículo para os demais usuários da via.


ENTRE AS ORIENTAÇÕES ESTÃO:

* utilizar o farol baixo durante chuva ou neblina, inclusive durante o dia;

* evitar o uso do farol alto em neblina, já que a luz refletida pode piorar a visibilidade;

* manter os vidros limpos e desembaçados;

* utilizar luzes específicas de neblina, quando o veículo possuir esse recurso.

A atenção deve ser redobrada também durante a noite, quando o ofuscamento  provocado por outros veículos pode comprometer a visão do motorista.


AQUAPLANAGEM EXIGE CALMA DO MOTORISTA:

Em pistas molhadas, um dos riscos mais perigosos é a aquaplanagem — situação em que os pneus perdem contato com o asfalto por causa do acúmulo de água. Nesses casos, reações impulsivas podem agravar ainda mais a perda de controle. Fábio Torres Klabacher explica que frear imediatamente é justamente o erro que deve ser evitado.


“O impulso natural é frear — mas é exatamente o que não se deve fazer. O caminho é manter a calma, retirar o pé do acelerador, firmar o volante e aguardar que os pneus retomem o contato com a pista. Em condições adversas, o motorista precisa estar 100% focado na condução.”


EM ALGUNS CASOS, A MELHOR DECISÃO É PARAR:

As orientações divulgadas pela Dunlop também reforçam que determinadas situações exigem decisões mais conservadoras por parte do motorista. Em alagamentos, por exemplo, a recomendação é evitar atravessar trechos onde o nível da água ultrapasse metade da roda do veículo. Já em situações de neblina intensa, quando a visibilidade fica praticamente comprometida, interromper a viagem pode ser a alternativa mais segura. O ideal é procurar um local adequado fora da pista e aguardar melhores condições para seguir viagem. De acordo com a empresa, todos esses cuidados fazem parte de uma postura preventiva no trânsito. A ideia é reduzir a exposição a riscos e aumentar a capacidade de reação diante de imprevistos.



Divulgadas pela Dunlop e

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sábado, 30 de maio de 2026

MAIO AMARELO

 MAIO AMARELO REFORÇA A IMPORTÂNCIA DO CUIDADO PERMANENTE NASEGURANÇA NAS OPERAÇÕES DE TRANSPORTE DE CARGAS:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência de acidentes de trânsito. Segundo dados daPolícia Rodoviária Federal (PRF), o ano de 2025 registrou 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras, com 6.044 mortes e mais de 83 mil pessoas feridas. Embora os números indiquem redução em relação ao ano anterior, eles ainda permanecem elevados e reforçam a necessidade de ações contínuas voltadas à segurança viária.


Em escala global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência de acidentes de trânsito. Nesse contexto, o movimento Maio Amarelo, iniciativa internacional de conscientização criada a partir de mobilização da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011, tem o papel de ampliar a visibilidade do tema e estimular reflexões sobre segurança no trânsito. Em 2026, a campanha traz como tema: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”.


Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), no entanto, a segurança viária precisa ser tratada como uma pauta permanente. A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) destaca que campanhas como o Maio Amarelo são importantes para ampliar o debate público e mobilizar a sociedade, mas que a construção de um trânsito mais seguro depende de ações contínuas ao longo de todo o ano.


“Campanhas como o Maio Amarelo têm um papel fundamental porque ajudam a manter o tema da segurança viária em evidência e reforçam que trânsito seguro é uma responsabilidade coletiva. No transporte rodoviário de cargas, essa conscientização ganha ainda mais relevância pela dimensão operacional do setor e pela importância para o abastecimento do país. Acidentes geram impactos humanos extremamente graves, além de prejuízos operacionais, econômicos e logísticos. Por isso, iniciativas de conscientização são importantes para reforçar que preservar vidas deve estar sempre no centro das operações”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.


Os fatores de risco para acidentes envolvendo veículos de carga são diversos. A falta de manutenção preventiva, o excesso de velocidade, a distração ao volante e o uso de celular durante a condução estão entre os mais recorrentes. Somam-se a esses fatores desafios estruturais das rodovias, sinalização inadequada e o aumento do fluxo de veículos leves em corredores utilizados intensamente por operações logísticas.


Segurança:

Para a FETCESP, a segurança no transporte não depende apenas do motorista, mas envolve toda a cadeia operacional, desde a gestão das empresas e o planejamento das operações até a qualidade da infraestrutura viária, a fiscalização e a conscientização dos diferentes usuários das rodovias.


“A construção de uma cultura de segurança exige atuação contínua das empresas. Entre as principais boas práticas estão programas permanentes de treinamento e reciclagem, acompanhamento da jornada operacional, manutenção preventiva rigorosa da frota e utilização de tecnologias de monitoramento e telemetria. Hoje, muitas empresas já utilizam sistemas inteligentes capazes de acompanhar o comportamento de condução, frenagens bruscas, excesso de velocidade e padrões de risco em tempo real. Empresas que desenvolvem essa cultura conseguem reduzir acidentes, melhorar produtividade e criar um ambiente operacional mais eficiente e sustentável”, finaliza Panzan.



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Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

domingo, 22 de março de 2026

TIROU A HABILITAÇÃO?

 TIROU A HABILITAÇÃO? Saiba os cuidados essenciais para manter o carro protegido desde o primeiro dia: Especialista da BARDAHL aponta hábitos simples de manutenção que ajudam iniciantes a evitar prejuízos e aumentar a vida útil do veículo.

Em janeiro de 2026, entrou em vigor uma nova resolução do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que alterou o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre as novidades, está a inclusão do conteúdo “Noções de mecânica básica” entre as exigências do DETRAN, que abrange conhecimentos práticos para manter o carro como a função do óleo do motor, a importância do fluido do sistema de arrefecimento, (comumente chamado de água do radiador), itens de segurança e verificações preventivas antes de dirigir.


Arley Silva, gerente de engenharia e sucesso do cliente, da PROMAX BARDAHL, marca especializada no desenvolvimento de aditivos, fluidos, graxas e lubrificantes automotivos, é essencial que novos motoristas criem hábitos simples de cuidado com o veículo. “Se tem uma coisa que todo novo motorista deve aprender é verificar semanalmente o nível do óleo. Ele é extremamente importante para o motor, pois reduz o atrito, evita o desgaste e garante o funcionamento adequado. Rodar com óleo vencido é como correr uma maratona sem água”.


Outro ponto essencial é o sistema de arrefecimento. Embora incorreto, ainda é comum que motoristas completem o radiador apenas com água, o que pode comprometer o funcionamento do veículo ao longo do tempo. “O aditivo é o que realmente protege o sistema contra ferrugem, corrosão e superaquecimento. A água sozinha não oferece essa proteção”, destaca. O uso do fluido correto ajuda a preservar mangueiras, bomba d’água e o próprio motor.


Arley explica que mesmo que o carro aparente estar funcionando normalmente, o desgaste interno continua acontecendo, por isso é preciso respeitar os prazos de troca de óleo, filtros e demais fluidos para evitar surpresas desagradáveis. “Quando o problema aparece, geralmente o custo já é alto. Negligenciar a manutenção preventiva é economizar centavos hoje para pagar milhares amanhã”. A forma de dirigir influência na durabilidade do veículo. Acelerar logo após ligar o carro aumenta o desgaste, pois o lubrificante não circulou por todas as peças e o motor ainda não atingiu a temperatura ideal de trabalho. “É importante deixar o carro aquecer por alguns instantes e iniciar a condução com suavidade, evitando acelerações bruscas para preservar a vida útil das peças”. Por fim, checagens rápidas no dia a dia podem antecipar problemas e trazer mais segurança ao motorista iniciante. Observar pneus, luzes, possíveis vazamentos ou ruídos diferentes leva poucos minutos e pode evitar imprevistos.



Portal do Trânsito,

Arley Silva, gerente de engenharia da PROMAX BARDAHL

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

FIM DA BALIZA NA PROVA DA CNH:

FIM DA BALIZA NA PROVA DA CNH NÃO SIGNIFICA QUE O FUTURO CONDUTOR NÃO PRECISA SABER ESTACIONAR:

O fim da baliza na prova prática da CNH, adotado em alguns estados, não elimina a necessidade de saber estacionar. Entenda por que essa habilidade segue essencial na formação do condutor. A alteração, que já está em vigor em alguns estados, transforma o formato da prova prática, mas não elimina a necessidade de domínio do veículo em manobras essenciais, como estacionar corretamente em vagas públicas, privadas ou em vias urbanas mais estreitas.


O que mudou na prova prática da CNH:

Com base nas diretrizes atuais do CONTRAN, alguns Departamentos Estaduais de Trânsito (DETRANs) passaram a dispensar a baliza como item eliminatório do exame prático. A avaliação agora ocorre exclusivamente em percurso urbano, com foco em situações reais de circulação, como:

* respeito à sinalização;

* controle do veículo em tráfego;

* tomada de decisão segura;

* convivência com outros usuários da via.


A proposta é aproximar o exame das condições cotidianas enfrentadas pelo motorista, reduzindo reprovações motivadas exclusivamente por uma manobra específica e altamente técnica. Baliza fora da prova não significa baliza fora da formação:


A retirada da baliza do exame não implica sua exclusão do processo de aprendizagem. Estacionar continua sendo uma habilidade básica de qualquer condutor e segue presente no cotidiano do trânsito urbano, seja em vagas paralelas, perpendiculares, estacionamentos comerciais ou áreas residenciais.


Na prática, o motorista que não sabe estacionar:

* gera conflitos com outros usuários da via;

* aumenta o risco de colisões leves;

* ocupa espaços de forma inadequada;

* compromete a fluidez e a segurança do trânsito.


“Por isso, instrutores e especialistas em educação para o trânsito alertam: a prova mudou, mas a exigência prática permanece”.


Estacionar é mais do que “passar na prova”.

A baliza sempre foi vista como um dos maiores desafios da prova prática, mas ela representa apenas uma parte do que significa estacionar com segurança. Avaliar espaço, alinhar o veículo, controlar velocidade e observar o entorno são competências que extrapolam o exame e acompanham o condutor ao longo de toda a sua vida no trânsito.


Mesmo que não se cobre a manobra de forma isolada na prova, o domínio do veículo em baixa velocidade e em espaços reduzidos continua sendo fundamental, especialmente em cidades cada vez mais congestionadas e com menos áreas disponíveis para estacionamento.


Risco da interpretação simplista:

Um dos principais riscos da mudança é a interpretação simplificada de que “se não cai na prova, não precisa aprender”. Essa lógica empobrece a formação e transfere para o trânsito real — já sobrecarregado — as consequências de uma aprendizagem incompleta.


“A formação do condutor não deve ser guiada apenas pelo que reprova ou aprova no exame, mas pelo que prepara o motorista para situações reais, incluindo aquelas que exigem precisão, paciência e controle emocional, como estacionar sob pressão”.


O papel das autoescolas e instrutores:

Com a mudança no formato do exame, cresce ainda mais a responsabilidade das autoescolas e dos instrutores de trânsito. Cabe a eles garantir que habilidades essenciais, como estacionamento, manobras em marcha à ré e controle do veículo, continuem fazendo parte da formação prática, independentemente de sua cobrança direta na prova. A avaliação final pode ter se tornado mais flexível, mas a exigência por condutores bem-preparados segue sendo a mesma — tanto do ponto de vista da segurança viária quanto da convivência no trânsito.


O que muda e o que não muda:

* Mudou: a baliza não é mais etapa eliminatória da prova prática em alguns estados.

* Não mudou: estacionar continua sendo uma habilidade indispensável para dirigir.

* Atenção: formação não deve ser confundida com exame.

* Na prática: quem não sabe estacionar terá dificuldades reais no dia a dia.


Formação além do exame:

A discussão sobre o fim da baliza evidencia um ponto central: avaliar não é o mesmo que formar. O exame prático precisa evoluir, mas não é possível reduzir a formação do condutor ao mínimo necessário para aprovação. Saber estacionar não é um detalhe técnico — é uma competência básica de convivência no trânsito. E, mesmo sem a baliza na prova, ela segue sendo indispensável para quem pretende dirigir com segurança e responsabilidade.



Por: Portal do Trânsito