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sábado, 17 de maio de 2025

ÁLCOOL E DIREÇÃO: Combinação perigosa.

ÁLCOOL E DIREÇÃO: Combinação perigosa:

Álcool e direção não combinam. Estatísticas de sinistros de trânsito no Brasil comprovam o crescimento do número de ocorrência em que pelo menos uma das partes envolvidas estava conduzindo o veículo sob efeito de álcool. A afirmação é da Polícia Rodoviária Federal, que acredita ser necessário alertar exaustivamente a sociedade como um todo sobre os perigos de beber e dirigir.


Outro dado importante a ser considerado é o da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – ABRAMET. Segundo a associação, mundialmente, em cerca de 35% a 50% das mortes registradas nas vias constata-se a presença de álcool. Perda de reflexo e do poder de reação diante das condições adversas a que são submetidos os motoristas durante a condução são alguns dos perigos da mistura do álcool e direção.


A agressividade no comportamento, a visão distorcida e o excesso de autoconfiança são outros elementos que se tornam presentes e, se o deslocamento for realizado dentro de um percurso muito longo, o sono também contribui para agravar ainda mais a situação. De acordo com a PRF, é importante destacar que as mudanças são radicais e os condutores alteram seu modo de agir perante a sociedade e a família, agindo de maneira totalmente diferente do que normalmente fariam se estivessem sóbrios.


Em situações que normalmente o comportamento no trânsito é prudente, respeitando as regras de circulação, se transformam – quando sob efeito de álcool – em um festival de imprudências e descumprimentos das regras. É nesta hora que os conflitos mais banais são motivos suficientes para gerar discórdia, e podem levar o cidadão de bem, um chefe de família, a envolver-se em brigas e discussões que acabam em tragédias no trânsito. Ainda de acordo com a PRF, é importante rever hábitos. O condutor, antes de beber, deve refletir que é o principal responsável por todos que estão no veículo e fora dele.


Alertar sobre o problema do álcool e direção, é uma obrigação da sociedade e não somente um dever das autoridades. Todos devem fazer sua parte, pois em uma ocorrência não são somente as pessoas diretamente envolvidas sofrem, mas também a família e todas as demais pessoas que, de alguma forma, se relacionam.


PUNIÇÃO: O motorista flagrado pela PRF dirigindo sob efeito de álcool é autuado e, dependendo do resultado no etilômetro, pode ser preso. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a multa para condutores nessa situação gravíssima, porém recebe a incidência do multiplicador totalizando o valor de R$ 2934,70. Além disso, o condutor que dirige embriagado ou se recusa a fazer o bafômetro é penalizado com o direito de dirigir por 12 meses.


Assim como quem tem a embriaguez atestada no exame, o condutor que se recusa a soprar o aparelho também é multado em R$ 2.934,70 e notificado a responder processo de suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses. Para quem se submete ao teste do bafômetro, o índice que corresponde a crime é superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido. Em todos os casos, conforme determina a legislação federal, os condutores autuados pela Lei Seca têm direito à defesa em três instâncias antes da conclusão do processo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Quem for reincidente nesse tipo de infração em um período de 12 meses é multado em R$ 5.869,40 e responde a processo de cassação do direito de dirigir por dois anos.


Álcool e direção: Entenda o processo do álcool no organismo: O álcool é metabolizado em um ritmo lento, de 0,016% por hora, e isso pode variar muito. “Depende da quantidade ingerida, do tipo de enzima que o fígado do indivíduo possui, pode ser mais rápido se a pessoa consome grandes quantidades de álcool regularmente, mais lento se o fígado não estiver totalmente saudável.”


Ainda segundo a hepatologista, pode levar até dez horas para que o álcool não seja mais detectado no sangue. “Não há formas eficientes de acelerar esse processo.” O que é mais fácil calcular é a absorção do álcool pelo nosso organismo. “O álcool é rapidamente absorvido e atinge o pico de concentração no sangue cerca de 30 a 45 minutos após ser ingerido.”


“As pessoas precisam se conscientizar que misturar bebida e direção coloca em risco a vida não apenas do próprio motorista, mas de todas as pessoas no trânsito. O álcool reduz os reflexos e a capacidade de reação do condutor. Dirigir não é brincadeira.”


No trânsito, escolha preservar sua vida e a de outras pessoas. Se beber, não dirija.


Polícia Rodoviária Federal, e

DETRAN/SP

sexta-feira, 16 de maio de 2025

A CADA 2 MINUTOS:

A CADA 2 MINUTOS, UM BRASILEIRO É INTERNADO POR SINISTROS DE TRÂNSITO:

Artigo do Dr. Alysson Coimbra mostra que o Brasil enfrenta uma crise de saúde pública. O Brasil enfrenta uma crise de saúde pública que se desenrola diariamente nas ruas e avenidas do país. A cada dois minutos, um brasileiro é internado devido a sinistros de trânsito, criando o que especialistas já chamam de “exército de mutilados” – vítimas de um sistema que falha em prevenir, fiscalizar e educar.


Em Minas Gerais, o cenário é alarmante: somente em 2024, os custos com internações por acidentes de trânsito ultrapassaram R$ 46 milhões. Em 2025, apenas nos primeiros meses, esse valor já ultrapassou a cifra de R$ 7 milhões – uma sangria financeira que reflete um problema muito mais profundo. Os dados da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) revelam um padrão preocupante: 78% das vítimas são homens e 60% são ocupantes de motocicletas. A motocicleta, veículo de baixo custo de aquisição e manutenção, tornou-se não apenas meio de transporte, mas também ferramenta de trabalho para milhares de brasileiros que atuam em serviços de entrega e transporte por aplicativo.


O problema é que o processo de habilitação ainda se dá em circuitos fechados, distantes da realidade urbana, sem preparar o condutor para os desafios que enfrentará nas ruas e avenidas. O resultado é um número alarmante de sinistros envolvendo motociclistas recém-habilitados, muitos deles com saúde mental fragilizada e sem o preparo técnico adequado.


Quando uma vítima de sinistro de trânsito chega ao hospital, inicia-se uma jornada complexa e dolorosa. O atendimento inicial é apenas o começo de um processo que pode se estender por meses ou anos. Lesões graves, muitas vezes potencialmente fatais, não podem ser resolvidas em um único procedimento. Por isso, os atendimentos cirúrgicos são realizados em múltiplos tempos. Inicialmente, busca-se salvar a vida do paciente, estabilizando fraturas e controlando hemorragias. 


Após a fase crítica, que geralmente inclui dias em UTI, seguem-se novas cirurgias, mais tempo de internação e, finalmente, a alta hospitalar – que está longe de representar o fim do problema. Começa então um longo processo de reabilitação, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e, em casos de amputação, adaptação a próteses.


O impacto econômico dos sinistros de trânsito:

Um dos aspectos mais perversos dessa realidade é o ingresso precoce de jovens no sistema previdenciário. Pessoas que deveriam estar no auge da sua capacidade produtiva passam a depender de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez.


Nesse cenário, o Estado, já fragilizado economicamente, passa a sustentar cidadãos que foram feridos por um sistema que falhou antes: na prevenção, na fiscalização e na formação de condutores. Esse ciclo – sinistro, internação prolongada, incapacidade e dependência previdenciária – representa um duplo prejuízo para o país: além dos custos diretos com saúde, há a perda de força de trabalho e potencial produtivo. Enquanto recursos são drenados para atender vítimas de sinistros de trânsito, outras emergências ficam comprometidas.


Pacientes com infartos, AVCs e outras condições agudas enfrentam um sistema já no limite de sua capacidade. As internações prolongadas, o uso de leitos de UTI e os procedimentos cirúrgicos complexos exigidos pelas vítimas de trânsito consomem recursos humanos e financeiros que poderiam ser direcionados para outras áreas da saúde pública.


A urgência de políticas públicas efetivas:

Mas, o que falta para resolver esse problema? Falta política pública e coragem para rever o processo de formação de motociclistas. Falta fiscalização efetiva. E, também, falta investimento real em prevenção. É necessário reconhecer que o trânsito não é apenas um problema urbano ou de mobilidade, mas um reflexo da saúde emocional, comportamental e institucional do país. A naturalização dos sinistros e suas consequências representa uma falha coletiva que precisa ser urgentemente corrigida.


Enquanto autoridades e sociedade não tratarem o trânsito como a questão de saúde pública que ele realmente é, continuaremos a pagar um preço alto demais – em vidas, em sofrimento humano e em recursos financeiros. Estamos pagando caro por um descaso histórico. E continuaremos perdendo até que o trânsito seja tratado com a seriedade que merece. Ou seja, como uma questão de saúde pública, de justiça social assim como de responsabilidade política.


O tempo de agir é agora. Porque a cada dois minutos, mais um brasileiro entra para as estatísticas. E por trás de cada número, há uma vida transformada pela dor, pela incapacidade e pelo abandono de um sistema que falhou em protegê-la”.


Dr. Alysson Coimbra é médico do Tráfego e diretor da ABRAMET, e

Portal do Trânsito

sexta-feira, 9 de maio de 2025

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO BRSILEIRO:

EXPLOSÃO DE INTERNAÇÕES REVELA CENÁRIO CRÍTICO DE VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO BRASILEIRO:

O dado alarmante escancara uma crise silenciosa que, conforme especialistas, exige ação urgente de governos e da sociedade civil. Mais de 220 mil pessoas foram internadas em hospitais públicos apenas em 2024 após se envolverem em sinistros de trânsito no Brasil.


O levantamento, realizado pela ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) em parceria com a ABRAMEDE (Associação Brasileira de Medicina de Emergência), mostra que o trânsito brasileiro continua a ferir, incapacitar e matar em escala epidêmica - e com alto custo. A cada dois minutos, uma nova vítima de sinistro viário dá entrada em uma unidade de emergência do SUS (Sistema Único de Saúde), onde permanece internada por cerca de seis dias, em média. “O trânsito brasileiro é uma epidemia silenciosa. As emergências estão lotadas de vítimas de circunstâncias evitáveis, com um custo humano, social e econômico altíssimo”, alerta Antônio Meira Júnior, presidente da ABRAMET.


De acordo com o estudo, entre 2015 e 2024, o SUS registrou quase 1,8 milhão de internações por sinistros de trânsito, com gastos diretos que somam R$ 3,8 bilhões. Os motociclistas lideram as estatísticas de internações, representando 60% dos casos em 2024 - o dobro das vítimas hospitalizadas por outros modais, como pedestres, ciclistas e ocupantes de carros e ônibus. Além da sobrecarga no sistema de saúde, o estudo chama atenção para o perfil das vítimas. Homens entre 20 e 39 anos representam quase metade dos casos. Crianças e adolescentes também aparecem de forma expressiva. Ou seja, 15% das internações ocorrem entre menores de 20 anos, muitas vezes pela ausência de equipamentos de segurança adequados. Já os idosos, apesar de representarem uma parcela menor dos atendimentos (9%), são os mais vulneráveis às complicações graves.


Regiões O Sudeste, região com a maior frota do país, lidera em número de internações: 93 mil casos em 2024. O estado de São Paulo, sozinho, concentrou mais da metade das hospitalizações da última década. Em pleno Maio Amarelo, campanha de conscientização sobre segurança viária, os dados reforçam a necessidade de transformar o trânsito em uma pauta prioritária. “Como médicos, estamos profundamente preocupados com a preservação da vida e da saúde dos brasileiros. Ver tantos recursos sendo consumidos por tragédias evitáveis no trânsito é frustrante”.


Portal do Trânsito, e

Associação Brasileira de Medicina de Tráfego - ABRAMET

sábado, 19 de abril de 2025

CAPACITAÇÃO DE MOTORISTAS:

A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO DE MOTORISTAS PARA UM TRÂNSITO MAIS SEGURO:

Tirar o Brasil do patamar dos países mais perigosos para dirigir envolve treinamento para motoristas e boas práticas na gestão de frotas. O Brasil é um país de dimensões continentais, com estradas em que circulam milhões de pessoas e mercadorias todos os dias. Pelos seus mais de 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, passam cerca de 95% do transporte de passageiros e 60% das mercadorias transportadas, segundo a Confederação Nacional de Transportes (CNT).


Um panorama das estradas brasileiras:

Contudo, existe uma consequência perigosa de toda essa dependência pelo transporte terrestre. O Brasil é um dos países com o trânsito mais perigoso do mundo. Ainda segundo a CNT, foram registrados 7 sinistros a cada 10 km de rodovias em 15 anos de levantamento. Em 2024, somente nas rodovias federais foram registrados mais de 73 mil sinistros, sendo que a desatenção foi responsável por cerca de 40% deles. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, polícia que fiscaliza essas estradas, entre as causas, estão fadiga, estresse, desatenção, excesso de velocidade, uso de celular ao volante e uso de substâncias.


Atenção às necessidades dos motoristas:

Uma vez que os caminhoneiros são os trabalhadores que mais frequentam as estradas, é essencial que se tenha um olhar cuidadoso sobre suas necessidades. Afinal, dirigir com segurança demanda cuidado, e é fundamental que tenham direito a descanso, limite na jornada de trabalho, intervalo para refeições, entre outras coisas. Além disso, o investimento em segurança e o treinamento devem ser rotina para uma capacitação contínua dos motoristas de frotas. Desta forma, promove-se uma cultura de segurança dentro da empresa. Para tanto, programas de capacitação são necessários, envolvendo principalmente a promoção da direção defensiva.


“O motorista que não se atualiza certamente se expõe a mais riscos, bem como oferece mais perigos para ocupantes de outros automóveis, pedestres e até mesmo para a própria carga. Contudo, é dever da transportadora fornecer treinamento e estrutura para seus motoristas, principalmente para aqueles que transportam cargas perigosas”.


Conscientização para uma cultura de segurança:

Entre os treinamentos importantes na capacitação de motoristas, há a conscientização sobre o descanso obrigatório, o que significa pausas de 30 minutos a cada 6 horas de condução e intervalos de ao menos 8 horas dentro de um dia. O caminheiro também tem direito a pausas de uma hora para refeições. Estas e outras regras estão estipuladas na chamada Lei do Caminhoneiro. É função da transportadora ter uma gestão de frotas eficiente, capaz de contabilizar esse tempo dentro do prazo da entrega, para que a culpa de eventuais atrasos não recaia sobre o motorista.


O estresse que decorre de prazos apertados e mal planejados pode se tornar uma grave preocupação, refletindo em uma direção menos cuidadosa. O que decorre disso é que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física. Nenhuma das duas pode ser negligenciada. Uma boa gestão de frotas deve também ser capaz de perceber comportamentos de risco causados pelo estresse, algo que pode ser feito com auxílio da tecnologia. Uma gestão inteligente e tecnológica tem capacidade de agir praticamente em tempo real, minimizando os riscos assim que eles surgem. A tecnologia também pode ser uma aliada para detectar problemas mecânicos no caminhão, por exemplo. Contudo, uma boa gestão também capacita o caminhoneiro nas questões de manutenção preventiva.


Direção defensiva na prática:

No mais, a direção defensiva é o que, na prática, fará a maior diferença no que tange à segurança. Em termos estritamente objetivos, significa promover o respeito às leis de trânsito, o que inclui velocidade, sinalização, uso de cinto de segurança e respeito aos outros motoristas. Ademais, inclui antecipar as ações de outros motoristas, fazer ultrapassagens somente quando a situação permitir e prestar atenção à pista e às condições climáticas. Além disso, é importante que o motorista tenha noções de primeiros socorros e saiba agir em uma emergência, principalmente em sinistros com cargas perigosas.


O futuro da profissão em jogo:

Desta forma, com os esforços somados, é possível chegar a estradas mais seguras para todos. Isso significa mais pessoas dispostas a até mesmo trabalhar na área. Hoje, estima-se que haja um déficit de cerca 1,5 milhão de profissionais nas estradas. O perigo é certamente um dos fatores que afasta novos trabalhadores. Com uma demanda crescente por esses profissionais, uma vez que são pilares para o transporte da categoria, cuja importância econômica para o Brasil é imensa, já que passam pelas suas mãos cerca de 7% do PIB nacional, a formação e capacitação dos motoristas é fundamental. Sendo assim, é somente por meio de uma gestão de frotas eficiente, capaz de reforçar os pontos fortes e apontar os pontos fracos, que a empresa de transportes se mantém competitiva neste mercado acirrado. Além disso, é por meio dela que a cultura de segurança é fortalecida, beneficiando a todos.


Portal do Trânsito, e

Confederação Nacional de Transportes (CNT).

domingo, 30 de março de 2025

FROTA DE VEÍCULOS NO BRASIL:

Sudeste lidera o ranking nacional e Região Sul ocupa a segunda colocação O crescimento da frota reflete a crescente demanda por mobilidade, mas também exige maior atenção quanto à infraestrutura viária e à segurança no trânsito. A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do Rio Grande do Sul (ABRAMET/RS)

realizou uma análise detalhada sobre a frota de veículos no Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Trânsito (SENATRAN), disponibilizados até dezembro de 2024. O levantamento teve como objetivo mapear as regiões e Estados com o maior número de veículos em circulação no País.


Até o final de 2024, a frota nacional registrava 123.974.520 milhões de veículos, crescimento de 3,98%, comparado com o mesmo período de 2023, quando a frota total era de 119.227.657. Pelo último levantamento, os automóveis continuam liderando com 63.300.406 unidades (51,06%), seguidos pelas motocicletas, que representam 28.295.262 milhões (22,82%), e pelas camionetas, que totalizam 10.046.960 (8,10%). Já os caminhões somam 3.158.606 milhões (2,55%), tendo um papel essencial na logística e no transporte de cargas pelo Brasil.


Distribuição regional da frota: 

O levantamento também apontou as regiões e estados com maior quantidade de veículos registrados.

* O Sudeste lidera o ranking, concentrando 58.777.652 milhões de veículos;

* Dentro da região, São Paulo aparece como o estado com a maior frota do Brasil, totalizando 34.332.819 milhões de veículos;

* Em seguida, estão Minas Gerais, com 13.975.854 milhões, e

* Rio de Janeiro, com 7.973.973 milhões;

* A região Sul é a segunda com maior frota do Brasil, com 23,933,423 milhões de veículos;

* O Paraná lidera com 9.179.769 milhões;

* Seguido do Rio Grande do Sul, com 8.311.600 milhões, e

* Santa Catarina, com 6.442.054 milhões;

* As regiões Nordeste (22,283,247 milhões);

* Centro Oeste (11,885,437 milhões) e

* Norte (7,094,761 milhões), aparecem na sequência. 


Desafios:

Com o crescimento acelerado da frota de veículos no país, a infraestrutura viária enfrenta desafios para acompanhar essa evolução. O presidente da ABRAMET/RS, Ricardo Hegele, alerta que a malha viária do Brasil já não comporta mais o alto número de veículos que trafegam diariamente, sendo um fator determinante para o aumento dos sinistros de trânsito registrados no país.


O crescimento da frota reflete a crescente demanda por mobilidade, mas também exige maior atenção quanto à infraestrutura viária e à segurança no trânsito. A ABRAMET/RS destaca a importância da fiscalização e da educação no trânsito para garantir deslocamentos mais seguros em todas as regiões do país.


Dados do Rio Grande do Sul:

Total da frota de veículos: 8.311.600 milhões Ministério dos Transportes/SENATRAN)

Automóveis: 4.875.019 milhões

Motocicletas: 1.234.652 milhões

Caminhonetes: 695.288 mil

Camionetas: 370.858 mil

Caminhões: 258.819 mil

Reboque: 239.315 mil

Motonetas: 228.144 mil


Portal do Trânsito,

As informações são de Marcele Saffi – Jornalista da ABRAMET/RS – Associação Brasileira de Medicina do Tráfego do RS

sábado, 22 de fevereiro de 2025

ORIENTAÇÕES:

CUIDE BEM DOS SEUS PNEUS: DICAS ESSENCIAIS PARA SEGURANÇA E ECONOMIA:

Especialista da Dunlop explica como o rodízio, alinhamento e balanceamento podem transformar sua experiência ao dirigir. Manter os pneus do veículo em boas condições é extremamente importante para garantir a segurança, economizar recursos e prolongar a vida útil. Um dos principais cuidados preventivos recomendados, por exemplo, é o rodízio dos pneus, que ajuda a evitar o desgaste irregular ou precoce. Para realizar o rodízio de forma eficaz, é importante seguir as orientações do manual do proprietário do veículo. A maioria das montadoras recomenda que o procedimento seja feito a cada 5.000 a 10.000 km, mesmo que não haja sinais visíveis de desgaste. Hugo Terazaki, Gerente de Serviços Técnicos da Dunlop Pneus, destaca: “O rodízio é um procedimento simples, mas fundamental para uma condução segura e confortável, além de aumentar a vida útil dos pneus.”


CUIDADOS AO REALIZAR O RODÍZIO:

O primeiro passo para um rodízio seguro e eficiente é encontrar uma loja com profissionais qualificados. A experiência desses especialistas é essencial, pois a montagem correta dos pneus é crucial. Alguns pneus precisam ser instalados com um sentido de rotação específico ou possuem um lado determinado para montagem. Montagens incorretas podem afetar a dirigibilidade e a segurança do seu veículo. Por isso, confiar em profissionais assegura que seu carro funcione sempre da melhor maneira possível. Para que o procedimento seja realizado de forma eficaz, é importante seguir o esquema de rodízio indicado pelo manual do veículo. É importante lembrar que o rodízio não corrige problemas de desgaste causados por pressões inadequadas ou componentes mecânicos danificados. Para isso, é necessária uma avaliação técnica.


ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO: indispensáveis após o rodízio.

Após realizar o rodízio dos pneus, é altamente recomendável realizar o alinhamento bem como o balanceamento do veículo para a segurança do veículo. O alinhamento ajusta os ângulos das rodas, promovendo economia de combustível, prevenindo sinistros e garantindo uma direção mais estável. Já o balanceamento elimina vibrações, proporcionando maior conforto e evitando desgastes prematuros.


ALÉM DO RODÍZIO, O BALANCEAMENTO DEVE SER FEITO EM SITUAÇÕES COMO:

* Troca de pneus;

* Impactos fortes, como buracos ou meio-fios;

* Vibrações no volante em velocidades acima de 50 km/h.


Já o alinhamento é recomendado a cada 10.000 km, mesmo que não haja sinais de desalinhamento. Consultar o manual do proprietário é essencial para verificar os intervalos adequados. “Manutenções preventivas, como o rodízio, alinhamento assim como balanceamento, são passos fundamentais para assegurar a performance dos pneus e a segurança do veículo. Seguir as orientações do fabricante e realizar inspeções regulares são atitudes que fazem toda a diferença na vida útil dos pneus e na experiência ao dirigir”


PARA OTIMIZAR, A DUNLOP SISTEMATIZOU OS BENEFÍCIOS DO RODÍZIO, ALINHAMENTO OU BALANCEAMENTO EM UM QUADRO:










domingo, 26 de janeiro de 2025

AS VIAS QUE NOS CONECTAM:

Um paralelo entre o trânsito e o corpo humano, DNIT faz breve paralelo entre as vias que nos mantêm e aquelas que nos levam aonde queremos ir. O corpo humano é uma máquina incrível da natureza e, para que ele funcione corretamente, é necessária uma rede intrincada de vasos sanguíneos que fazem o transporte do oxigênio e distribuem os nutrientes pelo nosso organismo. De maneira semelhante, o trânsito nos leva ao cumprimento de nossa rotina cotidiana, seja para o trabalho, escola de nossos filhos ou mesmo um simples passeio buscando abstração do caos diário, tornando o funcionamento da sociedade organizado e exequível.

Da mesma forma, as artérias, veias e os capilares, que transportam o sangue tão vital que nos mantém vivos, as vias urbanas e interurbanas também fazem o mesmo com as metrópoles, cidades e vilas, conectando-as, entre si e dentro de si, propiciando a manutenção do tecido socioeconômico, enriquecido e retroalimentado pelas vivências de todos.


Em decorrência disso, devemos ter sempre em mente a importância de utilizar a velocidade correta (máxima permitida) para cada via indicada por meio de sinalização pois estas obedecem às características técnicas e as condições de trânsito.


* Vias urbanas: 80 km/h nas vias de trânsito rápido, 60 km/h nas vias arteriais, 40 km/h nas vias coletoras e 30 km/h nas vias locais;

* Rodovias: 110 km/h para automóveis, camionetas, caminhonetes e motocicletas e 90 km/h para caminhões e outros veículos pesados (pista dupla); 100 km/h para automóveis, camionetas, caminhonetes e motocicletas e 90 km/h para caminhões e outros veículos pesados (pista simples);

* Estradas: 60 km/h para todos os veículos.


Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), respeitando os limites de velocidade das vias, é possível prevenir não somente o quantitativo de sinistros de trânsito que ocorrem, mas, inclusive, a sua gravidade e mortalidade quando, eventualmente, acontecerem.


“Similarmente como buscamos uma vida saudável e boa alimentação, evitando, desse modo, bloqueios indesejados e potencialmente perigosos em nossos sistemas circulatórios, devemos também aplicar tal lógica, dada a sua proporção, às vias sociais que nos ligam uns aos outros, tornando tais obstruções rarefeitas e menos fatais.”


Desacelere. Seu bem maior é a vida.


Portal do Trânsito, e

Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)