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terça-feira, 24 de junho de 2025

SEGURANÇA NO TRÂNSITO:

REPRESENTANTE ESPECIAL DA ONU VISITA BRASIL PARA PROMOVER CAMPANHA GLOBAL POR MAIS SEGURANÇA NO TRÂNSITO:

Iniciativa das Nações Unidas destaca urgência de medidas para salvar vidas nas vias e promover mobilidade segura em toda a América Latina. O Brasil está entre os protagonistas de uma nova mobilização global em favor da segurança viária. Nesta semana, o enviado especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Segurança no Trânsito, Jean Todt, desembarca no país para impulsionar a campanha mundial #MakeASafetyStatement - traduzida como “Faça da Segurança uma Marca”.


A ação é parte de uma missão oficial pela América Latina, com eventos programados também no México, Guatemala, Panamá e Colômbia. O objetivo é claro: chamar atenção para o alto número de mortes no trânsito e incentivar ações efetivas que garantam mais segurança nas ruas e estradas do continente.


Um problema que ultrapassa fronteiras:

De acordo com dados da ONU, cerca de 1,19 milhão de pessoas morrem anualmente em sinistros de trânsito em todo o mundo. Esse número impressionante equivale, por exemplo, à população total de uma cidade como Campinas (SP). Só nas Américas, foram mais de 145 mil vidas perdidas em 2021, representando 12% das mortes globais no trânsito naquele ano.


A situação é particularmente grave na América Latina, onde a taxa média de mortalidade no trânsito é de 15,7 por 100 mil habitantes. Os mais vulneráveis são os pedestres, ciclistas e motociclistas - que juntos correspondem a 61% das vítimas fatais nas vias da região.


Campanha foca em ações concretas e urgentes:

Durante sua visita, Jean Todt se reunirá com representantes de governos, setor privado, organismos internacionais e sociedade civil. A mensagem central da campanha é a urgência de implementar políticas públicas eficazes e sustentáveis de segurança no trânsito.


Além da perda irreparável de vidas, os sinistros de trânsito impõem um custo econômico altíssimo: segundo estimativas da ONU, eles representam cerca de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) global. No contexto das Américas, esse impacto varia entre 3% e 6% do PIB, conforme dados do Banco Mundial.


Desafios e oportunidades no Brasil:

No Brasil, iniciativas como o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) e diversas leis de trânsito buscam reverter o cenário preocupante. 


Entre as medidas já previstas estão:

* Obrigatoriedade do uso de capacete para motociclistas;

* Sistemas de retenção adequados para crianças;

* Limitação da velocidade em vias urbanas e rodovias;

* Combate à direção sob influência de álcool e drogas;

* Proibição do uso do celular ao volante.


No entanto, ainda há lacunas importantes, especialmente quanto à fiscalização da velocidade e ao uso do cinto de segurança no banco traseiro, que continuam sendo negligenciados por muitos condutores e passageiros. Um relatório da Bloomberg Philanthropies revelou que mais de 25 mil vidas poderiam ser salvas e cerca de 170 mil ferimentos graves evitados até 2030 se as normas de trânsito fossem efetivamente aplicadas em países-chave da região - incluindo o Brasil.


Replanejar a mobilidade é essencial:

De acordo com a ONU, repensar a mobilidade urbana é um passo indispensável para o desenvolvimento sustentável nas cidades latino-americanas, uma das regiões mais urbanizadas do mundo.


Entre as soluções apontadas estão:

* Reforço na fiscalização e aplicação das leis de trânsito;

* Educação para o trânsito, desde a infância;

* Melhoria na infraestrutura viária, incluindo sinalização, iluminação e pavimentação;

* Investimento em transporte público de qualidade;

* Ampliação de ciclovias e calçadas acessíveis, especialmente ao redor de escolas;

* Aprimoramento no atendimento pós-acidente, com socorro rápido e eficiente.


Compromisso político e social da ONU com a segurança no trânsito:

A mobilização promovida por Jean Todt enfatiza que nenhuma política de segurança viária será eficaz sem o engajamento das lideranças políticas e a alocação adequada de recursos. É preciso transformar o discurso em ação, com metas claras, financiamento robusto e participação ativa da sociedade.


Com essa campanha, a ONU busca fortalecer o compromisso global com a Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2021-2030), cuja meta é reduzir pela metade o número de mortes e lesões no trânsito até o fim da década. O Brasil, ao receber o enviado especial da ONU, tem a chance de renovar seu protagonismo nesse tema urgente e de interesse coletivo. A segurança viária não pode mais esperar.


Portal do Trânsito



sábado, 21 de junho de 2025

LEI SECA COMPLETOU 17 ANOS:

O marco que mudou a relação do brasileiro com álcool e direção, desde que entrou em vigor, a Lei Seca trouxe mudanças significativas na legislação e fiscalização.


No dia 19 de junho de 2025, a Lei nº 11.705, de 2008 - popularmente conhecida como Lei Seca - completou 17 anos. Aprovada com o objetivo de coibir um dos comportamentos mais letais no trânsito, a combinação entre álcool e direção, essa legislação se tornou uma referência entre as políticas públicas voltadas à segurança viária no Brasil.


De lá para cá, o país avançou muito, mas ainda enfrenta desafios. O comportamento de beber e dirigir continua sendo uma das principais causas de mortes e feridos graves em nossas ruas e estradas. A Lei Seca, no entanto, foi um divisor de águas. Ao estabelecer a tolerância zero para o álcool ao volante, ela redefiniu os limites do que é aceitável em termos de conduta no trânsito.


“Antes da Lei Seca, muitos brasileiros ainda tratavam com normalidade o hábito de consumir bebida alcoólica e assumir o volante. A norma veio romper essa cultura. Mais que endurecer as punições, ela nos fez repensar valores”.


Educação, fiscalização e responsabilidade, desde que entrou em vigor, a Lei Seca trouxe mudanças significativas na fiscalização. Além do aumento das multas e da possibilidade de suspensão da habilitação, a lei também permitiu que a embriaguez fosse constatada por outros meios além do bafômetro - como vídeos, testemunhos e sinais visíveis de alteração.


Resultados visíveis, mas o desafio continua:

Embora os dados iniciais após a promulgação da lei tenham indicado uma redução significativa no número de sinistros fatais relacionados ao álcool, o Brasil ainda convive com índices alarmantes. Conforme especialistas, parte da população ainda resiste à mudança de comportamento, especialmente em locais com menor presença do poder público e menos ações educativas permanentes.


Escola como aliada da segurança viária:

Um dos pontos fortes da luta contra a violência no trânsito é a atuação educativa nas escolas. O Programa Conexão DNIT, por exemplo, tem sido um aliado importante nesse processo. Por meio de atividades interdisciplinares, o projeto leva o tema da Lei Seca para o ambiente escolar, abordando desde os impactos estatísticos do álcool no trânsito até experiências lúdicas e vivências que despertam a consciência crítica dos estudantes.


Na atividade “Futebol da Lei Seca”, alunos do Ensino Fundamental participam de uma dinâmica em que giram antes de tentar marcar um gol, simulando os efeitos da desorientação provocada pelo álcool. Já no Ensino Médio, os estudantes são desafiados a analisar dados reais sobre sinistros de trânsito e compreender, com base em matemática e estatística, os impactos positivos da legislação.


De acordo com o próprio DNIT, este programa se consagrou como uma ferramenta essencial na luta contra as mortes no trânsito, ao fortalecer o papel da escola na formação de cidadãos conscientes - articulando conhecimento, vivências e valores sociais desde as etapas iniciais da vida escolar, alinhado à BNCC e em consonância com os princípios internacionais de segurança viária.


Uma mudança cultural em curso:

Apesar dos avanços conquistados nesses 17 anos de Lei Seca, a luta por um trânsito mais seguro está longe de acabar. O Brasil ainda registra, diariamente, dezenas de vidas perdidas em circunstâncias evitáveis. A consolidação de uma cultura de paz no trânsito depende de ações contínuas, fiscalização firme, educação de qualidade e do envolvimento de todos.


A Lei Seca permanece como uma das mais importantes ferramentas nesse processo. Não apenas por punir quem desrespeita a lei, mas por provocar uma reflexão coletiva sobre responsabilidade, respeito e empatia no trânsito. “Nenhuma morte no trânsito é aceitável. E toda política que salva vidas deve ser valorizada. A Lei Seca não é uma medida isolada: ela faz parte de um conjunto de atitudes que precisamos tomar, todos os dias, para garantir que nossos caminhos sejam mais humanos e seguros”.


Portal do Trânsito

domingo, 8 de junho de 2025

MUDANÇA NA CNH :

MUDANÇA NA CNH DETERMINA EXAME TOXICOLÓGICO PARA PRIMEIRA HABILITAÇÃO: Texto ainda aguarda sanção do presidente Lula.


O projeto de lei que destina parte dos recursos arrecadados com multas de trânsito para a formação de condutores de baixa renda também determina a obrigatoriedade de realização de exame toxicológico para primeira CNH nas categorias “A” e “B”.


Atualmente, a exigência do toxicológico é somente para os condutores de categorias C, D e E, seja na primeira habilitação ou nas renovações da CNH. Agora, quem for tirar a primeira habilitação deverá apresentar o exame toxicológico negativo. Ele será realizado em clínicas credenciadas pelo órgão de trânsito, com análise retrospectiva mínima de 90 dias.


O projeto permite que as clínicas médicas cadastradas para fazer exames de aptidão física e mental façam coleta de material para realização do exame toxicológico. Este será realizado em laboratório credenciado. Utiliza-se o exame para a detecção de anfetaminas (anfetamina, metanfetamina, MDA, MDMA, anfepramona, femproporex), mandizol, canabinoides (Carboxy THC) e opiáceos (cocaína, benzoilecgonina, cocaetileno, norcocaína, opiáceos, morfina, codeína e heroína). A validade do exame toxicológico também é de 90 dias, contados a partir da data da coleta da amostra.


OBS.: Serão beneficiadas as pessoas de baixa renda que estejam no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).


O custeio, previsto no projeto, abrangerá as taxas e demais despesas relativas ao processo de formação de condutores e ao documento de habilitação. Atualmente, a legislação de trânsito prevê que se deve aplicar os recursos provenientes de multas exclusivamente em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito.


Transferência:

O projeto permite ainda a realização de transferência de veículos em plataforma eletrônica. Ou seja, com o contrato de compra e venda referendado por assinaturas digitais qualificadas ou avançadas. O texto diz que o processo poderá ocorrer junto a plataformas dos DETRANs ou da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN). Neste último caso, o processo terá validade em todo o território nacional e os DETRANs terão a obrigatoriedade de acatar.


Deve-se realizar a assinatura eletrônica avançada dos contratos de compra e venda de veículos por meio de plataforma de assinatura homologada por esses órgãos. A regulamentação será do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).


As informações são da Agência Brasil, e

Portal do Trânsito

sexta-feira, 23 de maio de 2025

COMPORTAMENTO NO TRÂNSITO:

Como as emoções e a personalidade afetam a segurança viária. De acordo com especialistas em psicologia do trânsito, entender esses comportamentos é o primeiro passo para agir de forma mais segura e responsável ao volante. É impossível ignorar a influência que nossos comportamentos têm no dia a dia, especialmente quando se trata de algo tão delicado quanto a segurança no trânsito. A pressão da vida cotidiana, somada a aspectos da nossa personalidade e educação, pode resultar em atitudes que, muitas vezes, comprometem a nossa própria segurança e a dos outros motoristas e pedestres. De acordo com especialistas em psicologia do trânsito, entender esses comportamentos é o primeiro passo para agir de forma mais segura e responsável ao volante.


COMPORTAMENTOS QUE COMPROMETEM A SEGURANÇA VIÁRIA:

Existem diversas formas de condutores agirem no trânsito, muitas das quais são guiadas por emoções intensas ou características da personalidade. Entre os principais comportamentos de risco estão:

* Ansiedade: o condutor ansioso tende a cometer erros de percurso e se desorienta facilmente. Ou seja, o que gera mais frustração e agrava a ansiedade, criando um ciclo negativo que aumenta o risco de sinistros.

* Raiva e Agressividade: a raiva e o comportamento agressivo no trânsito são comuns e perigosos. Condutores raivosos podem agir de forma impulsiva e descontrolada, realizando manobras arriscadas que podem resultar em colisões graves.

* Competitividade: o trânsito não é uma competição, mas o espírito competitivo de algumas pessoas pode levar a corridas e ultrapassagens perigosas, colocando todos os envolvidos em risco.

* Euforia: a euforia, seja pela ingestão de substâncias como álcool ou drogas, ou por emoções extremas, pode causar perda de controle e desatenção, frequentemente culminando em sinistros.

* Medo e insegurança: o medo pode ser um aliado, ajudando na avaliação de riscos, mas também pode paralisar as reações adequadas em situações de emergência. Já a insegurança leva muitos motoristas a buscar reconhecimento ao volante, o que os leva a se arriscar em manobras ousadas.

* Distração e pressa: a pressa constante e a distração (como falar ao celular ou ouvir música) são algumas das atitudes mais comuns e perigosas. Condutores que estão sempre atrasados acabam realizando manobras impensadas, ignorando as regras de segurança no trânsito.

* Depressão e pessimismo: pessoas em estados emocionais frágeis, como a depressão, podem não ter energia para reagir adequadamente às situações do trânsito, resultando em decisões lentas ou inadequadas, que frequentemente resultam em sinistros.


RECONHECENDO OS SINAIS DE COMPORTAMENTO DE RISCO:

Entender que os comportamentos de risco podem estar relacionados a questões emocionais ou psicológicas é fundamental para prevenir sinistros de trânsito. Reconhecer esses padrões em nós mesmos, ou em outros motoristas, é o primeiro passo para tomar atitudes mais responsáveis.

* Autocrítica e honestidade: a chave para uma direção mais segura está em ser honesto consigo mesmo. Reconhecer maus hábitos e buscar alternativas mais responsáveis é essencial.

* Buscar ajuda profissional: se perceber que comportamentos emocionais estão afetando sua segurança no trânsito, procurar ajuda especializada é uma atitude sensata. O apoio de profissionais pode ser crucial para lidar com questões como ansiedade, raiva e depressão, evitando que esses fatores comprometam sua integridade e a dos outros.


SEGURANÇA COMEÇA COM A CONSCIENTIZAÇÃO:

“O comportamento de risco, muitas vezes, é resultado de reações automáticas que não são avaliadas em sua totalidade. Com autocrítica, reconhecimento das próprias falhas e, se necessário, a ajuda de um profissional, é possível adotar um comportamento mais seguro e responsável no trânsito, contribuindo para um ambiente mais seguro para todos”.



Portal do Trânsito

quarta-feira, 21 de maio de 2025

CELULAR AO VOLANTE:

Por que subestimamos um dos maiores causadores de sinistros? Uso do celular enquanto se dirige é uma das principais causas de distração no trânsito, mas ainda é tratado com naturalidade por grande parte dos condutores. O uso do celular ao volante já é considerado por especialistas como um dos maiores causadores de sinistros e uma das maiores ameaças à segurança no trânsito. Mesmo assim, essa prática perigosa segue sendo banalizada por condutores, que frequentemente checam mensagens, fazem ligações ou usam aplicativos de navegação enquanto dirigem - muitas vezes, sem perceber o risco que isso representa.


Dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET) indicam que usar o celular ao dirigir aumenta em até 400% o risco de sinistros. Isso porque o condutor desvia a atenção visual, cognitiva e manual da direção - um triplo fator de risco. Ainda assim, poucos reconhecem a gravidade da distração causada por esses aparelhos.


A falsa sensação de controle:

Um dos maiores perigos do uso do celular ao volante é a ilusão de que é possível manter o controle do veículo enquanto se envia uma mensagem ou confere uma notificação. Estudos mostram que, ao ler uma mensagem, o motorista pode ficar entre 3 e 5 segundos sem olhar para a via — tempo suficiente para percorrer mais de 100 metros completamente às cegas, se estiver a 80 km/h.


“O cérebro humano não consegue processar com eficiência duas atividades complexas ao mesmo tempo, como dirigir e digitar. O resultado pode ser uma freada tardia, uma ultrapassagem mal calculada ou um atropelamento.”


Dados preocupantes:

Conforme levantamento recente da Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN), o uso de celular ao volante já figura entre os principais fatores de risco em sinistros de trânsito no Brasil, ao lado de velocidade excessiva e consumo de álcool. Em muitos casos, no entanto, não há o registro oficial da causa real do sinistro - a distração -, o que dificulta dimensionar com precisão o impacto desse comportamento. Além do risco para a vida, manusear o celular ao volante é uma infração gravíssima, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui 7 pontos na CNH e multa de R$ 293,47. “Apesar disso, a fiscalização ainda é limitada, e a percepção de impunidade contribui para a repetição da infração.”


Tecnologias ajudam - e atrapalham:

Paradoxalmente, o celular é também uma ferramenta que auxilia na mobilidade urbana. Aplicativos de GPS, rotas em tempo real e chamadas de emergência são recursos valiosos, mas que exigem uso consciente e seguro. Assistentes virtuais e comandos por voz ajudam a minimizar o risco, mas não eliminam a distração. Especialistas alertam: quanto mais atenção se desvia da via, maior o perigo - independentemente da tecnologia envolvida.


Uma mudança de cultura é urgente:

Neste Maio Amarelo, o tema da distração ao volante precisa ocupar um lugar central no debate sobre segurança viária. “Campanhas educativas devem mostrar com clareza que o celular ao volante não é um hábito moderno - é uma escolha perigosa, que pode causar mortes evitáveis. É hora de reforçar que dirigir exige atenção total. A mensagem pode esperar. A vida, não.”



Portal do Trânsito, e ABRAMET

sábado, 17 de maio de 2025

ÁLCOOL E DIREÇÃO: Combinação perigosa.

ÁLCOOL E DIREÇÃO: Combinação perigosa:

Álcool e direção não combinam. Estatísticas de sinistros de trânsito no Brasil comprovam o crescimento do número de ocorrência em que pelo menos uma das partes envolvidas estava conduzindo o veículo sob efeito de álcool. A afirmação é da Polícia Rodoviária Federal, que acredita ser necessário alertar exaustivamente a sociedade como um todo sobre os perigos de beber e dirigir.


Outro dado importante a ser considerado é o da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – ABRAMET. Segundo a associação, mundialmente, em cerca de 35% a 50% das mortes registradas nas vias constata-se a presença de álcool. Perda de reflexo e do poder de reação diante das condições adversas a que são submetidos os motoristas durante a condução são alguns dos perigos da mistura do álcool e direção.


A agressividade no comportamento, a visão distorcida e o excesso de autoconfiança são outros elementos que se tornam presentes e, se o deslocamento for realizado dentro de um percurso muito longo, o sono também contribui para agravar ainda mais a situação. De acordo com a PRF, é importante destacar que as mudanças são radicais e os condutores alteram seu modo de agir perante a sociedade e a família, agindo de maneira totalmente diferente do que normalmente fariam se estivessem sóbrios.


Em situações que normalmente o comportamento no trânsito é prudente, respeitando as regras de circulação, se transformam – quando sob efeito de álcool – em um festival de imprudências e descumprimentos das regras. É nesta hora que os conflitos mais banais são motivos suficientes para gerar discórdia, e podem levar o cidadão de bem, um chefe de família, a envolver-se em brigas e discussões que acabam em tragédias no trânsito. Ainda de acordo com a PRF, é importante rever hábitos. O condutor, antes de beber, deve refletir que é o principal responsável por todos que estão no veículo e fora dele.


Alertar sobre o problema do álcool e direção, é uma obrigação da sociedade e não somente um dever das autoridades. Todos devem fazer sua parte, pois em uma ocorrência não são somente as pessoas diretamente envolvidas sofrem, mas também a família e todas as demais pessoas que, de alguma forma, se relacionam.


PUNIÇÃO: O motorista flagrado pela PRF dirigindo sob efeito de álcool é autuado e, dependendo do resultado no etilômetro, pode ser preso. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a multa para condutores nessa situação gravíssima, porém recebe a incidência do multiplicador totalizando o valor de R$ 2934,70. Além disso, o condutor que dirige embriagado ou se recusa a fazer o bafômetro é penalizado com o direito de dirigir por 12 meses.


Assim como quem tem a embriaguez atestada no exame, o condutor que se recusa a soprar o aparelho também é multado em R$ 2.934,70 e notificado a responder processo de suspensão do direito de dirigir pelo período de 12 meses. Para quem se submete ao teste do bafômetro, o índice que corresponde a crime é superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido. Em todos os casos, conforme determina a legislação federal, os condutores autuados pela Lei Seca têm direito à defesa em três instâncias antes da conclusão do processo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


Quem for reincidente nesse tipo de infração em um período de 12 meses é multado em R$ 5.869,40 e responde a processo de cassação do direito de dirigir por dois anos.


Álcool e direção: Entenda o processo do álcool no organismo: O álcool é metabolizado em um ritmo lento, de 0,016% por hora, e isso pode variar muito. “Depende da quantidade ingerida, do tipo de enzima que o fígado do indivíduo possui, pode ser mais rápido se a pessoa consome grandes quantidades de álcool regularmente, mais lento se o fígado não estiver totalmente saudável.”


Ainda segundo a hepatologista, pode levar até dez horas para que o álcool não seja mais detectado no sangue. “Não há formas eficientes de acelerar esse processo.” O que é mais fácil calcular é a absorção do álcool pelo nosso organismo. “O álcool é rapidamente absorvido e atinge o pico de concentração no sangue cerca de 30 a 45 minutos após ser ingerido.”


“As pessoas precisam se conscientizar que misturar bebida e direção coloca em risco a vida não apenas do próprio motorista, mas de todas as pessoas no trânsito. O álcool reduz os reflexos e a capacidade de reação do condutor. Dirigir não é brincadeira.”


No trânsito, escolha preservar sua vida e a de outras pessoas. Se beber, não dirija.


Polícia Rodoviária Federal, e

DETRAN/SP

sexta-feira, 16 de maio de 2025

A CADA 2 MINUTOS:

A CADA 2 MINUTOS, UM BRASILEIRO É INTERNADO POR SINISTROS DE TRÂNSITO:

Artigo do Dr. Alysson Coimbra mostra que o Brasil enfrenta uma crise de saúde pública. O Brasil enfrenta uma crise de saúde pública que se desenrola diariamente nas ruas e avenidas do país. A cada dois minutos, um brasileiro é internado devido a sinistros de trânsito, criando o que especialistas já chamam de “exército de mutilados” – vítimas de um sistema que falha em prevenir, fiscalizar e educar.


Em Minas Gerais, o cenário é alarmante: somente em 2024, os custos com internações por acidentes de trânsito ultrapassaram R$ 46 milhões. Em 2025, apenas nos primeiros meses, esse valor já ultrapassou a cifra de R$ 7 milhões – uma sangria financeira que reflete um problema muito mais profundo. Os dados da ABRAMET (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) revelam um padrão preocupante: 78% das vítimas são homens e 60% são ocupantes de motocicletas. A motocicleta, veículo de baixo custo de aquisição e manutenção, tornou-se não apenas meio de transporte, mas também ferramenta de trabalho para milhares de brasileiros que atuam em serviços de entrega e transporte por aplicativo.


O problema é que o processo de habilitação ainda se dá em circuitos fechados, distantes da realidade urbana, sem preparar o condutor para os desafios que enfrentará nas ruas e avenidas. O resultado é um número alarmante de sinistros envolvendo motociclistas recém-habilitados, muitos deles com saúde mental fragilizada e sem o preparo técnico adequado.


Quando uma vítima de sinistro de trânsito chega ao hospital, inicia-se uma jornada complexa e dolorosa. O atendimento inicial é apenas o começo de um processo que pode se estender por meses ou anos. Lesões graves, muitas vezes potencialmente fatais, não podem ser resolvidas em um único procedimento. Por isso, os atendimentos cirúrgicos são realizados em múltiplos tempos. Inicialmente, busca-se salvar a vida do paciente, estabilizando fraturas e controlando hemorragias. 


Após a fase crítica, que geralmente inclui dias em UTI, seguem-se novas cirurgias, mais tempo de internação e, finalmente, a alta hospitalar – que está longe de representar o fim do problema. Começa então um longo processo de reabilitação, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e, em casos de amputação, adaptação a próteses.


O impacto econômico dos sinistros de trânsito:

Um dos aspectos mais perversos dessa realidade é o ingresso precoce de jovens no sistema previdenciário. Pessoas que deveriam estar no auge da sua capacidade produtiva passam a depender de auxílio-doença, auxílio-acidente ou aposentadoria por invalidez.


Nesse cenário, o Estado, já fragilizado economicamente, passa a sustentar cidadãos que foram feridos por um sistema que falhou antes: na prevenção, na fiscalização e na formação de condutores. Esse ciclo – sinistro, internação prolongada, incapacidade e dependência previdenciária – representa um duplo prejuízo para o país: além dos custos diretos com saúde, há a perda de força de trabalho e potencial produtivo. Enquanto recursos são drenados para atender vítimas de sinistros de trânsito, outras emergências ficam comprometidas.


Pacientes com infartos, AVCs e outras condições agudas enfrentam um sistema já no limite de sua capacidade. As internações prolongadas, o uso de leitos de UTI e os procedimentos cirúrgicos complexos exigidos pelas vítimas de trânsito consomem recursos humanos e financeiros que poderiam ser direcionados para outras áreas da saúde pública.


A urgência de políticas públicas efetivas:

Mas, o que falta para resolver esse problema? Falta política pública e coragem para rever o processo de formação de motociclistas. Falta fiscalização efetiva. E, também, falta investimento real em prevenção. É necessário reconhecer que o trânsito não é apenas um problema urbano ou de mobilidade, mas um reflexo da saúde emocional, comportamental e institucional do país. A naturalização dos sinistros e suas consequências representa uma falha coletiva que precisa ser urgentemente corrigida.


Enquanto autoridades e sociedade não tratarem o trânsito como a questão de saúde pública que ele realmente é, continuaremos a pagar um preço alto demais – em vidas, em sofrimento humano e em recursos financeiros. Estamos pagando caro por um descaso histórico. E continuaremos perdendo até que o trânsito seja tratado com a seriedade que merece. Ou seja, como uma questão de saúde pública, de justiça social assim como de responsabilidade política.


O tempo de agir é agora. Porque a cada dois minutos, mais um brasileiro entra para as estatísticas. E por trás de cada número, há uma vida transformada pela dor, pela incapacidade e pelo abandono de um sistema que falhou em protegê-la”.


Dr. Alysson Coimbra é médico do Tráfego e diretor da ABRAMET, e

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