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terça-feira, 30 de setembro de 2025

COMO FUNCIONAM OS RADARES INTELIGENTES?

Nos últimos anos, os radares de trânsito deixaram de ser apenas equipamentos que registram a velocidade de um veículo. Com os avanços tecnológicos, surgiram os chamados radares inteligentes, capazes de detectar uma variedade de infrações e até mesmo auxiliar na segurança pública. Mas, afinal, como essa tecnologia funciona na prática?


DO RADAR CONVENCIONAL AO RADAR INTELIGENTE:

Os primeiros radares instalados no Brasil tinham uma função básica: medir a velocidade de veículos e emitir uma fotografia quando ela ultrapassava o limite estabelecido. Embora eficientes, eram limitados a um único tipo de fiscalização. Já os radares inteligentes vão muito além. Utilizando câmeras de alta resolução, sensores e softwares de inteligência artificial, eles conseguem monitorar, em tempo real, múltiplos aspectos do tráfego. Isso significa que não apenas registram velocidade, mas também verificam se o condutor avançou o sinal vermelho, invadiu uma faixa exclusiva de ônibus, deixou de usar o cinto de segurança ou estava com o celular em mãos.


A TECNOLOGIA POR TRÁS DA FISCALIZAÇÃO:

O funcionamento dos radares inteligentes combina diferentes sistemas. Um dos principais é o OCR (Optical Character Recognition), ou reconhecimento óptico de caracteres, que permite a leitura automática das placas dos veículos. Esses dados são cruzados com bancos de informações de órgãos como DETRANs e SENATRAN, possibilitando identificar automóveis com licenciamento vencido, IPVA atrasado ou até mesmo registros de roubo. Além disso, sensores instalados nas vias analisam o fluxo de tráfego, contando veículos, medindo a velocidade média e detectando padrões de circulação. Alguns equipamentos são capazes de registrar imagens em alta definição, inclusive durante a noite ou em condições climáticas adversas, garantindo precisão na fiscalização.


QUE INFRAÇÕES OS RADARES INTELIGENTES DETECTAM:

Entre as infrações mais comuns registradas por esse tipo de radar estão:

* Excesso de velocidade;

* Avanço de sinal vermelho;

* Trânsito em faixa exclusiva de ônibus ou ciclovia;

* Ultrapassagem proibida em determinados trechos;

* Uso do celular ao volante (em modelos mais modernos);

* Não utilização do cinto de segurança;

* Em algumas cidades, a tecnologia já está sendo usada também para detectar

motociclistas sem capacete e verificar o cumprimento de regras de rodízio.


BENEFÍCIOS PARA A SEGURANÇA VIÁRIA:

A presença de radares inteligentes tem impacto direto na redução de sinistros.


Estudos mostram que a simples instalação desses equipamentos em áreas críticas leva a uma diminuição significativa de colisões e atropelamentos. Isso ocorre porque, ao saber que a via está monitorada, muitos motoristas tendem a adotar uma condução mais cautelosa. Outro benefício importante é a contribuição para o

planejamento urbano. Os dados coletados permitem que gestores públicos analisem padrões de tráfego, identifiquem gargalos e planejem melhorias viárias com base em informações concretas. Além disso, a integração com sistemas de segurança ajuda na recuperação de veículos roubados e no combate a crimes.


EDUCAÇÃO X ARRECADAÇÃO: A polêmica dos radares.

Apesar dos avanços, os radares inteligentes ainda enfrentam resistência de parte dos motoristas. Muitos enxergam nesses equipamentos apenas uma forma de “indústria da multa”, sem considerar o aspecto educativo e preventivo.


“Quando bem utilizados, os radares são ferramentas pedagógicas. Eles não estão ali para punir indiscriminadamente, mas para inibir condutas de risco e preservar vidas. O efeito educativo é imediato: o motorista que toma uma multa por excesso de velocidade pensa duas vezes antes de repetir o comportamento.”


O FUTURO DA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA:

O avanço dos radares inteligentes aponta para uma tendência cada vez maior de integração com sistemas de mobilidade urbana inteligente. Em diversas capitais, esses equipamentos já estão sendo testados com recursos de inteligência artificial capazes de prever riscos de sinistros e alertar autoridades em tempo real. Com a chegada dos carros conectados, a expectativa é que, em breve, os radares possam se comunicar diretamente com os veículos, emitindo avisos automáticos de limite de velocidade ou risco de colisão.


O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA SEGURANÇA VIÁRIA:

Os radares inteligentes representam um passo importante na modernização da fiscalização de trânsito. Ao unir tecnologia, inteligência artificial e integração de dados, eles se tornam não apenas um instrumento de controle, mas também de educação e prevenção de acidentes. Mais do que nunca, fica claro que o debate não deve se restringir à arrecadação de multas. O verdadeiro objetivo é construir um trânsito mais seguro, humano e responsável para todos.



Portal do Trânsito

domingo, 7 de setembro de 2025

ORIENTAÇÕES X CONSCIENTIZAÇÃO

CONHEÇA DEZ CUIDADOS PARA UMA VIAGEM DE MOTO MAIS SEGURA:

Frota de motos do país aumentou em quase 5 milhões desde a pandemia.


O crescimento do uso de motocicletas no Brasil veio para ficar e está relacionado à falta de opções mais eficientes de transporte público. A frota de motos do país aumentou em quase 5 milhões desde a pandemia de covid-19 e já passa de 29 milhões de veículos. Em seis estados do Norte e Nordeste brasileiros, elas já superaram os automóveis.


Com tantas motos nas ruas, as mortes em quedas, colisões e atropelamentos sobre duas rodas dispararam: já são uma em cada três entre todos os casos de vítimas do trânsito. Mas os óbitos são apenas parte do problema: segundo o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2023, 1,4 milhão de motociclistas foram internados após incidentes nas ruas brasileiras, o que corresponde a 57,2% de todas as internações associadas a lesões de trânsito no país.


Para encerrar a série Rota Perigosa: Brasileiros se arriscam em motos por renda e mobilidade, a Agência Brasil separou cuidados apontados pela legislação, plataformas de aplicativo e especialistas em segurança viária que podem fazer as viagens de moto menos arriscadas.


Use capacete:

É obrigatório no Brasil utilizar capacetes adequados em viagens de moto – isso vale tanto para o condutor quanto para o carona. O equipamento de segurança deve estar em bom estado; possuir viseira ou óculos de proteção; ter adesivos retrorrefletivos na parte frontal, lateral e traseira; e exibir selo holográfico da certificação do INMETRO. A lei determina que o capacete deve estar afivelado e que a viseira deve estar sempre abaixada para a proteção dos olhos do condutor e do carona. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o uso correto de capacetes pode reduzir em 42% o risco de mortes e em 69% o risco de lesões graves.


Não use celular durante a viagem:

O uso de celular gera distração e pode prejudicar o equilíbrio sobre a moto. Os condutores devem segurar as duas mãos no guidão, e os caronas também devem estar atentos e se segurar com as duas mãos durante as viagens de moto. A Opas alerta que os condutores que usam celulares enquanto dirigem têm cerca de quatro vezes mais chances de estarem envolvidos em um sinistro.


Respeite os limites de velocidade:

Conduzir em alta velocidade torna manobras e frenagem mais arriscadas, reduz a capacidade de se antecipar às surpresas do trânsito e pode dificultar a reação de outros condutores, motoristas e pedestres. Além disso, aumenta a força do impacto que os corpos do motociclista e do carona vão sofrer em caso de colisão.


“Conforme a Opas, cada acréscimo de 1% na velocidade média produz um aumento de 4% no risco de ter um sinistro fatal no trânsito. Isso significa que, caso haja um sinistro, há 132% mais riscos de morrer a 80 km/h do que a 60 km/h”.


Viaje sóbrio:

Conduzir um veículo sob efeito de álcool e outras substâncias que prejudicam a lucidez e o equilíbrio é um crime previsto no Artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Da mesma maneira, embarcar na garupa de uma moto sob o efeito de substâncias aumenta os riscos para condutor e passageiro. Ou seja, isso pode atrapalhar o motociclista no controle da direção.


Use roupas adequadas:

A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e outras entidades que produzem materiais sobre segurança viária recomendam o uso de jaquetas, calças e luvas de material resistente e cores claras, calçados fechados. Além disso, calce sapatos fechados ou botas que protejam seus pés e tornozelos. Assim como, evite tecidos longos, chinelos e outras roupas ou acessórios que podem se prender à moto.


Tenha cuidado no corredor entre os veículos:

Não existe proibição de circulação no corredor entre os demais veículos nas cidades brasileiras, mas isso aumenta o risco de sinistros. Motoristas de carros maiores podem trocar de faixa sem ligar a seta, passageiros podem abrir as portas dos veículos, e pedestres podem atravessar entre os carros, fora da faixa. Quando for necessário trafegar no corredor, vá em baixa velocidade e não faça ultrapassagens pela direita.


Crianças, só após os 10 anos:

A legislação brasileira só permite transportar crianças em motocicletas a partir dos 10 anos. Menor de 10 anos é uma infração gravíssima prevista no Artigo 244, Inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para tal, é necessário uso de capacete adequado para o tamanho da criança. A idade mínima para ser condutor de moto no Brasil é 18 anos. Não é possível conduzir ou tirar CNH categoria A (moto) antes disso nem com consentimento do responsável.


Use farol baixo mesmo durante o dia:

O uso do farol baixo ajuda o veículo a chamar mais atenção de outros condutores no trânsito. Segundo a Opas, um trânsito com motocicletas de farol baixo ligado tem risco até 20% menor de colisões.


Leve apenas um passageiro:

Os condutores de motocicleta só podem transportar um passageiro na garupa da moto. Transportar passageiro fora do assento (banco) suplementar colocado atrás do condutor ou em carro lateral é infração gravíssima prevista no Artigo 244, Inciso II, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade é multa e suspensão do direito de dirigir.


Segure firme e mantenha o equilíbrio:

Se você vai na garupa em uma viagem de moto, deve segurar com as duas mãos nas alças traseiras da motocicleta ou no motociclista. Assim como, manter os pés nos pedais de apoio durante toda a viagem. É importante não segurar em outras partes laterais da moto e se manter afastado do escapamento. Durante a viagem, é necessário alinhar seu corpo com o do condutor e acompanhar o movimento do corpo dele suavemente, principalmente nas curvas. O carona pode atrapalhar o equilíbrio do condutor durante a viagem e até causar quedas e colisões.


Portal do Trânsito

sábado, 6 de setembro de 2025

SINISTROS ENVOLVENDO MOTOCICLETAS NO BRASIL:

FENASDETRAN ALERTA PARA O AUMENTO NO NÚMERO DE SINISTROS ENVOLVENDO MOTOCICLETAS NO BRASIL:

Brasil vive um aumento preocupante nos sinistros de trânsito envolvendo motociclistas. Esse crescimento acompanha a expansão da frota de motos no país, principalmente nos grandes centros urbanos. Hoje, mais da metade das mortes no trânsito envolve esse público. A Federação Nacional das Associações de Detran (FENASDETRAN) tem chamado a atenção do Ministério dos Transportes e de entidades ligadas ao setor para o que já classifica como uma crise.


Segundo Mário Conceição, presidente da entidade, os estudos mostram que um dos pontos mais críticos é a falta de fiscalização de velocidade e de medidas educativas e humanizadas. Para ele, é fundamental reforçar a presença de agentes nas ruas, com blitz e orientações diretas aos condutores. Isso inclui garantir o uso correto do capacete, coibir a condução sem habilitação e combater a direção sob efeito de álcool.


Frota em crescimento, números em alta.

O aumento da frota de motocicletas é apontado como um dos principais fatores para a escalada de sinistros. De acordo com a FENASDETRAN, somente nas capitais brasileiras já circula cerca de um milhão de motos a mais nos últimos anos, o que impacta diretamente nos índices de sinistros. Outro dado que preocupa é o número de vítimas fatais. Os sinistros com motocicletas já são a principal causa de mortes no trânsito no país. De acordo com o Atlas da Violência 2025, houve um crescimento de 12,5% na taxa de óbitos por 100 mil habitantes em 2023. “É um absurdo tantas mortes”.


Memória e conscientização.

Na tentativa de dar visibilidade ao problema e homenagear as vítimas, a FENASDETRAN criou em Salvador, no Dique do Tororó, um monumento em memória das vítimas de trânsito. A ação integra o programa mundial “Morte Zero no Trânsito”.


Reflexos no sistema de saúde.

Os impactos também são sentidos fora das ruas. O Sistema Único de Saúde (SUS) registra milhares de atendimentos relacionados a sinistros de trânsito, com alto índice de internações por lesões graves e mortes, o que pressiona ainda mais a rede pública de saúde.



Federação Nacional das Associações de Detran (FENASDETRAN)